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TANGOS & BOMBAS

Em 1973, Carlos SaúlMenenAkil, foi eleito governador da Província de La Rioja. Nesta época, tinha um amigo que fora para Buenos Aires como motorista de caminhão. Este personagem, na capital Federal, iniciou sua carreira como motorista de transporte de valores. Depois, dono de empresa de segurança, de Transporte de valores, de correios privados, de serviços aeroportuários, de empresas terceirizadas que emitiam passaportes, carteiras de identidade, enfim, um império.

Seu nome: Alfredo Yabrán.  Tanto Menen quanto Yabrán eram descendentes de sírios da região de Yabrud, região de má fama, que gerou entre os patrícios, a expressão : “melhor fazer negócios com um judeu, do que com alguém de Yabrud” ! …

No final de 1988, Menen e seu irmão, aconselhados por Yabrán, viajaram para “visitar parentes na Síria e Líbano”. Na realidade, buscavam apoio financeiro para a campanha presidencial do próximo ano.

Em Beirute, numa reunião com membros do Hezbollah, “Partido de Deus”, uma das forças militares do Líbano e mantida com dinheiro da Síria e do Irã, estavam presentes dois representantes do serviço secreto iraniano.

Proposta iraniana aos pedidos dos irmãos Menen : bancariam a candidatura de Carlos Saul Menen em troca de que, quando presidente, repassasse para o Irã, os projetos e protótipos do foguete argentino El Cóndor. Considerado um dos mais eficientes, desenvolvido fora da área de influência das duas superpotências, era capaz de carregar 500kg até uma distância de 1000 km, sendo alvo da cobiça terceiro-mundista. Existe outra versão, de que os iranianos desejavam tecnologia nuclear. O importante é que a proposta foi aceita e o Irã bancou Menen.

Seis meses após sua posse, foi visitado, protocolarmente, pelo embaixador do Irã na Argentina : viera cobrar a fatura. El Cóndor!

Menen, teve um dissabor – os militares convidaram-no para assistir apresentações do foguete, explicações de técnicos, mas ficou somente por isso. Um presidente não tinha porque ter acesso a projetos de armamentos ou equipamentos vitais à defesa pátria. Como não podia abrir o jogo com os militares, ficou sem opção de cumprir sua parte no acordo com o Irã.

Um mês depois, seu filho, Carlos Saul Menen Facundo, é vitimado em sinistro com helicóptero. De acordo com sua mãe, obra das máfias dentro do governo. De acordo com gente que sabia das coisas, o primeiro recado para o presidente argentino. Do Irã.

A Argentina possui a maior população judaica na América do Sul, aproximadamente 280.000 habitantes. Possui mais de cinqüenta sinagogas, cemitérios judeus, escolas, hospitais e imprensa própria.

Ao findar a segunda guerra mundial, muitos nazistas homiziaram-se na Argentina, no Brasil, Paraguai e Bolívia. Dentro das Forças Armadas e dos aparelhos de Segurança e Inteligência, argentinos, havia um certo anti-semitismo. Contudo, as comunidades judias e árabes, à semelhança do Brasil, conviviam pacificamente.

Em 1992, a embaixada de Israel em Buenos Aires foi explodida, num atentado que vitimou 29 pessoas.  Em 1994, foi explodida a sede da AMIA – Associação Mutual Israelita Argentina. Morreram 89 pessoas. Ambos atentados foram perpetrados com carros-bomba.

Em julho de 1996, o presidente Duhalde, criou uma força-tarefa para investigação dos atentados da Embaixada e da AMIA.

Chefiava esta força-tarefa, o comissário da Polícia da Província de Buenos Aires, LUIZ ERNESTO VICAT, ex-chefe do Departamento de Segurança Bancária da Polícia da mesma província.

O resultado das investigações, até hoje é nebuloso. Envolvimentos coorporativos, políticos e governamentais, criaram uma série de pistas falsas. Mas é certo o envolvimento do Serviço Secreto do Irã e de policiais argentinos.

Mais tarde Yabrán, envolveu-se com a morte do jornalista CABEZAS, terminando num suposto suicídio.

O livro LA BONAERENSE, dos jornalistas Carlos Dutil e Ricardo Ragendorf, narra à saciedade o Binômio POLICIA & CRIME ORGANIZADO.

MAURÍCIO MACRI, presidente da Argentina, sabe de tudo isto e muito mais. Afinal, foi também uma vítima da “ Maldita Policia”, sequestrado aos 32anos de idade, em 1991.  Foi mantido em cativeiro por 12 dias, sob condições duríssimas, e somente foi libertado após o pagamento de 6 milhões de dólares.

MACRI foi uma vítima do crime organizado, de uma quadrilha que envolvia policiais federais corruptos e criminosos comuns.

MACRI, ao contrário de DILMA, na juventude não praticou atos terroristas, nem expropriações de bancos.

Por tudo isso, e sabedor do conluio entre a classe política, empresarial e o crime organizado, sabe que somente terá chances de governar com sucesso, se colocar como prioridade o combate ao crime organizado.

MACRI, sabe que a China somente começou a ter êxito em sua luta com o Crime Organizado, quando adotou a política operacional NPC ,  o Nexo entre a Política e o Crime.

Como aqui, a partir da LAVA JATO.

MACRI, também já possui nomes dos capos argentinos. Conhece o tema do negócio DROGAS & JOGO & PETRÓLEO.  Conhece os protagonistas argentinos e seus parceiros, colombianos, mexicanos e brasileiros.

No próximo texto, começarei a dar os nomes aos bois.

 

João Carlos Berka

Consultor em Segurança

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