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Arquivo mensal: janeiro 2016

O Dia Seguinte e as Hienas

JC BERKA

Consultor em Segurança

 

Céus plúmbeos pairam sobre a Nação Brasileira.

Em tempos de LAVA-JATO, as atenções de todos e as expectativas de mudança estão centradas no combate ao tripé : corrupção = crise econômica = crise política. Na origem, a Crise Moral, a destruição dos valores pátrios! No meio do caminho não existe uma pedra. Existe uma pedreira. A radiografia da Nação revela que vivenciamos uma crise como nunca em nossa história. Ao analisarmos os atores deste drama nacional, constatamos que neste clima de salve-se-quem-puder podemos recuperar a figura de Diógenes de Sinope, que perambulava pelas ruas de Atenas, com uma lamparina acesa em busca de “ homem honesto”. Está difícil.

Quem liderará a reconstrução nacional? Quem poderá encarnar a figura que conduzirá o processo de reorganização política/econômica? Sem liderança legítima e aceita pelos diversos segmentos será infrutífera qualquer iniciativa e busca de mudança. Será o estouro da boiada. Irracional, ensandecida e destruidora. A classe política está completamente desmoralizada. Melhor seria o zerar completo, fechando o atual Congresso, bazar que mercadeja e pilha os recursos do país. Lupanar onde se dá o amancebamento da classe empresarial e a política. E a presença daninha de lobistas, quase sempre operando métodos inconfessáveis.

Os militares, saudados como instituição impoluta e conclamada por certos segmentos a interferir? Não vemos liderança incontestável entre eles. E apesar de serem reconhecidos como os menos atingidos pelo processo corrosivo da corrupção, têm ainda que fazer o dever de casa e cortarem na própria carne.

Não há possibilidade da LAVA-JATO, conseguir seus objetivos últimos se não auditar a ODEBRECHT DEFESA e associadas, nacionais e estrangeiras. Não entendo como uma empresa como a ODEBRECHT, que pintou e bordou na Petrobrás e outros projetos nacionais, que mantém relações espúrias com os governos ditatoriais de Angola, Cuba e Venezuela; que acoberta negociatas e propinas do safardana LULA, possa estar envolvida em projetos ligados à Soberania Nacional, em projetos como o SISFRON, Defesa cibernética e outros. Gente movida a lucro a qualquer custo, é capaz de vender a própria mãe; quanto mais empenhar e comprometer nosso futuro como Nação Livre e Soberana.

A classe empresarial? Essa mesma que está presa ou usando tornozeleira? Os bancos, este segmento que lucrou como nunca nos últimos governos e são da cozinha do Alvorada? Os verdadeiros manipuladores das marionetes colocadas a conduzirem o sistema financeiro nacional? Segmento que produziu gente do naipe de Henrique Meirelles, o operador da banca internacional. Idealizador desta excrescência chamada de empresariado do PT? Autor da proeza da constituição do Grupo JBS, o sombra por trás do empréstimos bilionários do BNDES ao grupo.

O Judiciário, onde pontificam gente como Lewandowski, Toffoli, Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello? As lideranças da Igreja Universal, Mundial, Internacional da Graça? Ou outras denominações, muitas delas ligadas a denúncias de lavagem de dinheiro de empresários e crime organizado? A Maçonaria, que em todos os quadrantes tem gente sua envolvidas em picaretagens e ilícitos?´ A Mídia, dócil e submissa, useira e vezeira em negociar a não publicação de denúncias em troca de benesses estatais e anúncios? Empresas de comunicação que mantém bocas-de-aluguel em seus quadros, vilipediando a profissão e manipulando o direito à informação? Está difícil! E o pior de tudo é que enquanto todos encontram-se obnubilados pelos embates da luta contra a corrupção, o crime organizado, a Economia Bandida, nada de braçadas.

Aproveitando o caos instalado, ocupam espaços vitais para o domínio do Estado, no Dia Seguinte. Num cenário de terra arrasada, cujo prenúncio está se configurando, as hienas lambem os beiços, antecipando o banquete da carniça do Estado Brasileiro! Aprovação da Legalização do Jogo no Brasil, repatriação de capitais mantidos na Economia Paralela – a cretina e descarada oficialização da Lavagem de Dinheiro. Aprovação da CPMF, manipulação de juros e câmbio, tudo na moita, procurando não fazer espuma. Governo desmontado e prepostos de interesses internacionais conspiram para que “ tudo mude, para ficar na mesma” !

De um lado, defendendo os interesses do Ambientalismo, gestado nos laboratórios das Casas Reais europeias, a Rede tecida por MARINA SILVA, a política minimalista, coadjuvadas pela indústria da Sustentabilidade, do mundo dos Cosméticos e pelo Banco ITAÚ. Do outro, AÉCIO NEVES, ARMINIO FRAGA, CRISTÓVAN BUARQUE, os GEORGE SOROS’ boys. Os mandaletes do sistema financeiro internacional, os filhotes diletos dos Rockefellers e Rotschilds. Desocupando a moita, os petistas e genéricos, a máfia do FORO DE SÃO PAULO, a corja encastelada nos governos sul-americanos, que com o discurso da Revolução Bolivariana, locupleta-se e apodera-se dos recursos dos estados nacionais. Quadrilheiros sem pejo nem remorso. Manipuladores da ignorância dos despossuídos, do idealismo dos incautos.

Diante do quadro dantesco, vale a reflexão : as hienas são covardes e oportunistas mas, por terem a capacidade de passarem desapercebidas, podem tornar-se perigosas. Por isso o alerta para o combate frontal e imediato. Afinal, a melhor defesa é o ataque.

Quem frequenta as savanas africanas, sabe que não deve subestimar este animal, deixando-se influenciar pelo aspecto repulsivo, pelo pequeno porte.

Afinal vivem e atacam em matilhas.

A Firma

João Carlos Berka                                                                                                     Consultor em Segurança

The Firm ( A Firma), é um filme de suspense dirigido por Sydney Pollack, baseado no livro de John Grisham, que trata de um escritório de advocacia, fachada para lavagem de dinheiro da Máfia.

A recente aprovação do Estatuto da Ordem dos Advogados, e as recentes manifestações de um grupo de advogados, a respeito da LAVA-JATO, principalmente as elucubradas pelo histriônico advogado brasiliense, Antônio Carlos de Almeida Castro, o KAKAY, levaram-me a relembrar o mencionado filme. A película americana usa com muita propriedade ao abordar o tema, o modelo mais comum dos exitosos escritórios de advocacia americanos :  contratados e estagiários digladiando-se por produtividade na busca da sonhada condição de associado.  Por trás do glamour e exteriorização de luxo e riqueza, a chaga do amancebamento com o crime organizado. Esse misto de realidade e ficção, levam à reflexões.

A LAVA-JATO, inaugurou um novo tempo no trato das questões ligadas à corrupção no país.  Tem apavorado alguns e incomodado muitos. A classe política está com as barbas de molho. A empresarial em choque. Na penumbra muita gente se articulando, conspirando e tramando para a extinção ou nulidade da mencionada operação. Gente poderosa tem usado recursos infindos e maestria para manter o status quod, responsável pelo enriquecimento de grandes grupos e pelo encilhamento da classe política. Acontece que, sempre, os planos humanos, não levam em conta o imponderável. Este pode assumir múltiplas facetas, dentre estas, a cristalização de novos conceitos de decência, lisura e seriedade no trato com a coisa pública, pela população em geral. E a crise política e econômica, desnuda a última camada da cebola : a crise moral, a eliminação da ética e a desconstrução de valores. Mesmo o mais iletrado ou analfabeto funcional, é dotado do ius naturali,  tão bem explicitados e defendidos por HOBBES, GRÓCIO, ROSSEAU, LOCKE e TOMÁS DE AQUINO. Mesmo as hordas cooptadas por planos assistencialistas tipo Bolsa Família, já começam a sentir que não dá mais… Intuem que se as coisas seguirem neste ritmo, a torneira vai secar.

KAKAY deu uma grande contribuição ao país, ao desnudar interesses ocultos e posicionamentos indefensáveis. Para ele a LAVA-JATO é um instrumento de “juízes midiáticos” sob o comando de MORO, que “ na condição de Juiz Vingador, joga o Judiciário contra a população”.  Seus clientes, anjinhos inocentes, vítimas de um aborto legal, a delação. Com esta postura, o advogado brasiliense, oportuniza uma discussão mais aprofundada sobre a classe dos operadores do Direito, indo mais além do corporativismo da OAB.

Voltando ao tema do filme, vale lembrar que inexiste crime organizado, sem o concurso de instituições financeiras, e principalmente de advogados. A bem da verdade, e salvaguardando a grande maioria de profissionais sérios, que contribuem para o exercício legal e o primado do Direito, vamos nos ater aos desviados: rábulas e consiglieri . Rábulas, os profissionais porta-de-cadeia e os pombos-correios das facções criminosas no sistema carcerário. Consiglieri, os medalhões, donos de grandes bancas, famosos e intermediadores de negociatas excusas, mormente com o poder político, mas não somente: conselheiros do crime organizado e muitas vezes elemento propiciador de lavagem de dinheiro. Se desejamos uma faxina geral, este segmento não deve ser ignorado, pelo contrário, deverá ser submetido a um minucioso trabalho de acompanhamento dos órgãos de inteligência. Nesta terra de ninguém onde vale tudo, existem, em profusão, pilantras que maculam esta nobre profissão, sendo useiros e vezeiros em artifícios há muito manjados no primeiro mundo. Adquirem times de futebol, compram restaurantes finos, visitam com assiduidade Dubai, a grande lavanderia mundial,  colecionam obras de arte, investem em haras, compram faculdades, envolvem-se com garimpos de diamantes, montam offshores em paraísos fiscais, enfim toda uma gama de atividades propiciatórias de lavagem de dinheiro.

Valeu, KAKAY!  Estás contribuindo para passar o Brasil a limpo!

DISCURSO DO GENERAL PAULO CHAGAS.

Liberdade para quê? Liberdade para quem?
Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?
Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e  hipócritas?
Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à  luz do dia, já dura 26!
Fala-se muito em liberdade!
Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros  fumê!
Mas, afinal, o que se vê?
Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e
quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos,  violência e muita hipocrisia.
Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos  “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas,  crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças  assassinadas.
Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras  invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.
Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e seqüestros. Uma terra em que a família não é valor,  onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos,  patrícios e estrangeiros.
Mas, afinal, onde é que nós vivemos?
Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado,  indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis  para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!
Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da “liberdade”, que  encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela  polícia!
Vivemos no país da censura velada, do “microndas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência  pacífica do contraventor com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e  a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras  destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas  de anos, irrecuperáveis!
Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?
Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a  controla?
Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?
E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da  desordem?
Quanta falsidade, quanta mentira, quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a  indignação nos traga de volta a vergonha, a autoestima e a própria  dignidade?
Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?
*

paulo-chagas

Paulo Chagas é General de Brigada do Exército do  Brasil.

SI VIS PACEM PARA BELLUM OU EM BATALHA NÃO SE LIMPA FUZIL !

João Carlos Berka

No ocaso de 2015, mais precisamente,  no dia 28 de dezembro, o Procurador DELTAN DALLAGNOL, coordenador da força-tarefa que atua na OPERAÇÃO LAVA-JATO, deu uma importante entrevista ao Correio Braziliense. No fim da mesma a última pergunta e resposta sintetiza o teor da entrevista e a visão dos integrantes da Operação.

Vejamos,

O que o senhor espera do combate à corrupção para o próximo ano?

– “ É essencial que a sociedade se envolva no combate à corrupção, porque o abuso do poder generalizado num esquema de corrupção de grande escala é o que John Locke no passado chamou de tirania. Devemos ver a corrupção como o mal intenso e extenso que ela é.  A corrupção é um mal devastador. Nós devemos encarar esse monstro como ele é, enfrenta-lo e derrubá-lo.”

Concordo com o Procurador, que em síntese repete o  Juiz  SÉRGIO MORO, o qual prega, à saciedade, a importância do Povo assumir o protagonismo neste embate do BEM contra o MAL.

Há tempos atrás tive um pesadelo: sonhei que o gramado na Esplanada dos Ministérios estava repleto de cupinzeiros.

Acordado, lembrei-me da imagem terrível do pesadelo e lembrei-me as palavras do naturalista francês, Anguste de Saint-Hilaire, que em determinada oportunidade declarou :Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil.

O cenário descortinado pela LAVA-JATO, é dantesco.

 Pegou geral: ministros, senadores, deputados, governadores, empresários, executivos, agentes públicos, membros do Judiciário, da Polícia, lobistas, doleiros, religiosos, megaempresas nacionais e estrangeiras. Enfim, cenário de terra arrasada.

Os veículos de comunicação têm alertado para a crise econômica que caminha avassaladora, consumindo empregos, falindo empresas, apertando o cinto de quem pode e desgraçando milhares de famílias que não têm como se defender da condução do país, por iluminados e  mal-intencionados.

A crise política, que coloca o país diante da ingovernabilidade, e  do impasse institucional é precedida pela falência moral da sociedade brasileira. Maus brasileiros e seus associados internacionais conspiram diuturnamente na desconstrução dos valores pátrios, na dissolução dos costumes, na inversão de valores, pregando a anarquia, a desobediência civil indevida, enfim, o laissez-faire, laissez-passer,  ou num contexto mais atualizado e dissimulado, o

“deboismo”.

Esquecem esses aprendizes de feiticeiros, que o povo brasileiro, não é mais bonzinho, gentil. Somos um povo que, sem conflito externo ou guerra civil, mata numa guerra fratricida mais de 60.000 brasileiros por ano.

Essa violência gratuita, exterioriza, em última análise um povo, cuja alma tem sido descuidada, e que tem sido levado em conta somente comoeleitores,  contribuintes e consumidores.

Alvo constante de deveres, com direitos sonegados ou procrastinados.

Porém o tecido social apresenta fadiga material, num esgarçamento da composição das diversas classes e estamentos. Após os aloprados petistas e assemelhados , são todos contra todos.

A seguir três vídeos que mostram que a paciência do “brasileiro bonzinho” chegou ao fim.

  Vídeo sobre povo contra vereadores

 José Dirceu apanhando no Congresso

Lula chamado de Ladrão em público

 Daí para o pau comer solto, não somente, como dizem os fariseus burocratas, pau que dá em Chico, também dá em Francisco, mas um acerto de contas dos explorados e oprimidos, dos enganados e iludidos, com aqueles que lhe traíram solertemente, sonegando o sonho de um porvir alvissareiro, com os demagogos de todos os matizes, com a corja que assenhorou-se do Estado, como se fosse coisa sua.

Estou falando de gente que nunca provou mel, e que quando o fez, lambuzou-se.

Mas não somente estes, mas também de empresários e banqueiros, que numa gula sem igual e total falta de compromisso com o país, genuflectados diante de Mamon, colocaram e colocam o lucro acima de tudo, constituindo-se nos calhordas integrantes do núcleo empresarial do PT.

Junto com estes, intelectuais cooptados pelas benesses do Estado, artistas a soldo, bocas-de-aluguel entre profissionais da imprensa, juristas pagos com cargos, diamantes ou notoriedade.

Todos estão com as barbas de molho. Nem por isso estão inertes ou vencidos.

Por isso, aos brasileiros de boa vontade, patriotas e compromissados com o país, cabe o alerta ,  conclamando todos ao combate renhido aos inimigos de Povo Brasileiro.

Mais do que denúncias, precisamos de uma atitude inquestionável de não aceitação do atual estado de coisas.

Uma atitude e compromisso de ombrearmos com aqueles que integram a primeira linha do combate : a LAVA-JATO.

Não podemos imitar a avestruz, e covardemente, dizermos que o problema do país, é um problema policial.

É problema de todos nós.

Civis e militares. Sem exceção. Sem desculpas. Sem subterfúgios.

A Luta é nossa. Dos brasileiros.

Ou acabamos com a saúva e destruímos os cupinzeiros que rodeiam a Praça dos Três Poderes, ou deixaremos de existir como Nação Livre e Soberana!