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CINCINATO e a liturgia do cargo

JC Berka

Não foi por acaso que escolhemos como patrono de nosso blog, CINCINATO, estadista romano (vide Início deste blog) e utilizamos seu nome para nominarmos esta iniciativa na Rede Mundial. O espectro político brasileiro, extrato de nossa sociedade, demonstra, à saciedade, uma penúria de valores humanos, o destroçar da Ética, o campear da Imoralidade e da Amoralidade.
Na década de 90, o ex-presidente Sarnei, cunhou a expressão “Liturgia do Cargo”, com ela querendo designar o comportamento inerente aqueles detentores de cargo ou função pública, mais precipuamente, aqueles investidos nos cargos de Presidente da República, Governadores, Chefes do Legislativo e Judiciário. Na boca de um político matreiro e literato rococó como Sarnei, a denominação cheirava ao coronelismo das plagas maranhenses, acostumado aos currais eleitorais. Na realidade, puro cinismo. Todos sabemos que Sarnei foi um dos políticos mais corruptos no exercício do poder e depois deste.
Talvez, o subconsciente tenha traído o autor de “Marimbondos do Fogo”; certamente estava referindo-se ao próprio desempenho, e ao comportamento de políticos como, Collor, Paulo Maluf, Renan Calheiros, José Dirceu, e outros tantos.
Mas expressão cunhada por Sarnei, cai como uma luva para enquadrarmos o comportamento de LULA.
Levando em conta os acima mencionados, vemos que a pretensa liturgia configurava-se num exercício acabado de hipocrisia com laivos de sociopatia. Gente hábil no uso da “persona” do teatro grego, uma máscara para cada ocasião. Gente que no exercício constante da manipulação, da mentira, do embuste, mente tanto, que acaba acreditando em suas mentiras, vivendo num limbo entre a fantasia oportunista e a realidade.
E nisso, LULA é o exemplo acabado. Tanto ele quanto Dilma são sociopatas!
No início havia um menino cujo nome era LUIS INÁCIO DA SILVA; no meio sindical ganhou a alcunha LULA.
E o homem metamorfoseou-se no personagem.
Foi lógico e coerente. LUIS INÁCIO tinha uma vida cinzenta, numa mescla de lar desfeito com pobreza. Era mais um no universo de migrantes nordestinos que tentavam a sorte na Paulicéia.
LULA, por obra do Destino, ou projeto elocubrado nos laboratórios da Geopolítica dos sindicatos europeus ou do feiticeiro GOLBERY DO COUTO E SILVA, deixou de ser lagarta para desabrochar borboleta. Da rotina e mesmice de um torno mecânico aos palanques dos comícios de trabalhadores. O personagem foi tomando o lugar do homem. Até que nada sobrasse deste último. Como no livro “Metamorfose” de Franz Kafka.
Mas o tempo de borboleta é efêmero. E como em muitos casos na História humana, heróis viram vilões. A borboleta transformou-se numa mariposa. Feia, repugnante.
Agora sem luz própria, vive atraída pela luz dos poderosos, dos ricos, das zelites, o alvo preferencial de suas perorações d’antanho. Comensal de poderosos, passageiro de jatos privados de grandes grupos empresariais, doutor “honores causa” de um sem número de instituições cujos governos desejavam bajular o beócio, sob cuja guarda estavam riquezas de um grande país, a mariposa louca dá-se conta da finitude humana e desesperadamente tenta perpetuar-se num misto de mito e mártir. O país que se arrombe, o povo que se lixe!
Num surto psicótico, cuja duração põe à prova os enunciados da psiquiatria, o personagem atinge seu clímax, depois de dissabores da desconstrução do mito, da perda do poder e da ameaça de uma “espada de Dâmocles” sobre sua cabeça, ameaçando e engendrando um holocausto da Nação Brasileira.
Como o Personagem é o “soldado do passo certo”, o mais puro dos brasileiros, aquele que nunca sabia dos malfeitos de seus asseclas, me perguntei porque não se utiliza o polígrafo no processo investigatório na esfera criminal. Apesar dos detratores desta ferramenta (políticos, advogados, juristas de araque, meliantes), este poderoso instrumento é utilizado pelas polícias do primeiro mundo e pelos serviços de inteligência: CIA, NSA, MOSSAD, FSB, etc.
Depois me dei conta, de que, mesmo sem a utilização do polígrafo, a força tarefa da LAVA JATO, tem caminhado numa marcha batida ininterrupta. E com resultados. Porque como dizia meu conterrâneo e ex-governador de meu estado, Espiridião Amin: “os homens não são anjos, deixam pegadas!”…
E pegadas, LULA e patota deixaram. E muitas e bem visíveis.
Agora, esgotadas todas as malandragens, tem como último recurso contra pesadas penas, a delação premiada.
Porém, um pequeno problema, como muitos sabiam das mesmas coisas, afinal, funcionavam como quadrilha, quem denunciar primeiro, leva, aos outros, restam as tentativas daquilo que tem pernas curtas: a mentira.
LULA e DILMA, são cadáveres insepultos.
Temos de enterrá-los de vez : atrás das grades!
Não por um sítio, não por um apartamento, mas por crimes lesa Pátria.
Pela adesão ao Foro de São Paulo, pelo roubalheira da Petrobrás, pelos desvios de verbas públicas, pela falência da Saúde Pública, pelo estado calamitoso da Segurança de nossas urbes, pelo acumpliciamento com serviços secretos estrangeiros, pelo destruir de nosso parque industrial, pelo sinistro plano de destruição da família, pela política leniente com tráfico de drogas, pelo advogar a vinda de máfias internacionais para gestão dos jogos de azar, pelo amancebamento com o sistema financeiro nacional e internacional, enfim por traírem a Pátria.
Para substituir estas figuras daninhas no cenário nacional, não podemos esquecer-nos das lições da história: nunca mais um “caçador e marajás”, nunca mais um “príncipe-filósofo”, nunca mais um caudilho, nunca mais um embuste de um operário messiânico.
Chega de iluminados. Chega de Salvadores da Pátria.
Precisamos de um CINCINATO, que se proponha a servir a seu povo. Não a servir-se dele.
Necessitamos urgentemente, de um Homem sem maiores veleidades e ambições pessoais. Alguém que inaugure um novo tempo.
Tempo de recuperarmos a brasilidade. De vivermos com dignidade neste maravilhoso país. Tempo de resgate da alma nacional, amarfanhada por interesses espúrios dos inimigos da Pátria

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