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Arquivo mensal: julho 2017

B R A S I L O IMPÉRIO DA INSENSATEZ II

JC Berka

 

 

Neste vídeo acima, o patriarca do clã Batista, ZÉ MINEIRO, apregoando a ética nos negócios, profeticamente, já dava pistas do que seria a verdadeira chave para o êxito e concretude de um conglomerado mundial de produção de alimentos, traído pelo subconsciente subjacente.

 

Este vídeo acima, sintetiza, intentando dar glamour à ousadia da dupla sertaneja JOESLEY & WESLEY, a trajetória do Grupo JBS, que sob a capa de empreendedorismo levado às ultimas instâncias, configura-se num dos maiores crimes perpetrados contra a Nação Brasileira.

Dinheiro do trabalhador (FGTS), direcionado para o BNDES, cevou estes meliantes e seus comparsas nacionais e estrangeiros.

Governantes e executivos dos Ministérios e do Banco, bem como toda a malta de políticos, usufruíram do que cinicamente denominavam criação de grandes players internacionais, mas que na realidade constituem-se o imbricamento criminoso da classe empresarial com o estamento político.

Propinas, subornos, contribuições para campanhas políticas, lavagem de dinheiro, aparelhamento dos órgãos de controle do MAPA, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica. Enfim, tudo, cinicamente, admitido na delação premiada da dupla sertaneja e do enfant terrible, RICARDO SAUD.

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Este vídeo, submetido a diversas perícias, que hora indicavam edição, e hora negavam, realizado, aparentemente com aparelho rústico (em forma de pendrive, facilmente encontrado na Rua Santa Efigênia em São Paulo) tinha a opção de ser acionado pela voz, o que pode explicar duzentas e poucas segmentações.

Mas isto não importa, este é um aspecto a ser considerado pela Polícia Federal e Ministério Público.

O que importa é o conteúdo e a atitude. De ambos : gravador e gravado.

Em primeiro lugar, a desfaçatez da fala de JOESLEY, o cinismo e a naturalidade com que fala com o presidente, somente se equiparam com suas falas ao MPF, quando faz sua parte ao acertado com RODRIGO JANOT. De tudo, duas ilações resultantes : tinha intimidade para tratar tema e no tom em que foi tratado, com o presidente, e dava provas cabais das características do sociopata, figura abundante na política e no meio empresarial.

O conteúdo só confirma o regime de compadrio nas relações governo X empresários. Ilicitudes e crimes são admitidos na cara dura, própria da utilizadas por elementos da mesma quadrilha. Não se percebe, em nenhum momento “ a liturgia do cargo” expressão popularizada por SARNEY;  aliás, outro quadrilheiro.

Outro aspecto a ser considerado: o ato de gravar.

Em gravar um Presidente da República, em sua residência, numa visita, digamos, informal, já que ocorreu em adiantada hora da noite, adentrando o visitando pela garagem. Sob determinação do presidente, o visitante não foi submetido aos procedimentos de praxe da Segurança.

Quando há muitos anos atrás, integrei grupo de segurança de dignitários,  exercendo minha função no Brasil e no exterior, era sabedor de que a proteção propiciada não era regalia da autoridade, mas um dever a que se submetia, visto ser seu cargo o alvo de proteção. Assim, Presidente, Ministros, Embaixadores, não podiam dispensar a Segurança, mas submeter-se às diretrizes operacionais elaboradas pela mesma.

Divulgada a gravação clandestina do presidente, dados vieram à tona.

Não foi uma atitude isolada de JOESLEY, mas uma tomada de decisão conjunta pelo empresário, MPF e Polícia Federal.

Esclarecimentos posteriores, justificaram a ousadia de gravar um presidente, com uma operação controlada, prevista pela Lei 12.850.

Enfim, mesmo não convencendo, pois o acordo firmado com o Ministério Público não satisfez o anseio de Justiça do povo, tendo em vista a magnitude dos crimes cometidos pela dupla sertaneja, fica como único ponto positivo, de que a Lei é para todos. Temos um ex-presidente denunciado e processado e o atual denunciado por crimes praticados no exercício de seu mandato.

Mérito da LAVA JATO.

Porém, fica a perplexidade diante do fato de que, ou houve falha e omissão da Segurança Presidencial, ou má-fé e conluio.

Quase na mesma época, foi divulgado que o presidente e seus ministros teriam aparelhos de comunicação criptografados. Mais uma vez, alguma coisa está errada. Não acredito em tanta incompetência. E se a explicação é que o entorno de segurança do Presidente está descontente com denúncias e envolvimento do mesmo em ilícitos, seria mais ético, pedir o boné e posicionar-se corajosamente pelo afastamento de Temer.

Nestes tempos bicudos de corrupção generalizada, acirramento da insegurança, imobilidade da máquina do Estado, o que menos precisamos é de conspiradores. Não acredito nesta hipótese. Afinal quando achamos que já passou a época de aprendizes de feiticeiros, e que GOLBERY, há muito já se foi, não podemos nos esquecer de que do caldeirão do Bruxo do Planalto não somente saíram acertos, mas também erros crassos e homéricos. LULA e PT, por exemplo.

Mas voltando à dupla sertaneja e seu repertório de cretinices, devemos aduzir que não comente conspurcaram o BNDES e sua destinação desenvolvimentista, mas tungaram os fundos de pensão, comprometeram Banco do Brasil e Caixa Econômica; ajudaram a eleger um bando de vagabundos; foram agentes ativos da corrupção da máquina pública, comprometeram o Ministério Público e o Judiciário, destruíram um sem número  de frigoríficos que adquiriram a preço de banana somente para serem fechados. Contribuiram para o desemprego, propiciaram concentração de renda, e coroando o saco de maldades, criaram a holding na Irlanda, passando seus ativos para controle no exterior, com o objetivo indisfarçável de fugir ao fisco brasileiro e aos compromissos com o BNDES.

 

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Personagens importantes na inspiração, planejamento e execução deste CRIME LESA-PÁTRIA, o Grupo JBS.

No meu entendimento as operações deflagradas para investigar o Grupo, foram superficiais, riscando somente o verniz e, ainda, ignorando a profundidade e alcance das ilicitudes praticadas e ainda executadas.

Mais do que um centro irradiador de propinas, de cabresteamento do estamento político, o Grupo JBS em seu descompromisso com a Nação, em sua gula insaciável, pois além de ter que saciar os apetites infindáveis de seus donos e executivos, ainda tinha que atender a goela enorme dos políticos e burocratas do governo.

Neste mister, a ousadia sem limites, a insensatez e a aplastante sensação de impunidade, levou-os a desatinos que comprometem, não somente nossa Economia, a estrutura política, nossa incipiente democracia, desmoralizam os aparelhos de controle do Estado, mas, acima de tudo, comprometem o pouco de soberania que temos neste arremedo de Estado, chamado Brasil.

Acredito que os órgãos de controle, segurança e inteligência, deveriam auscultar alguns personagens que podem, de livre espontânea vontade ou coercitivamente, ajudarem a decifrar o labirinto das operações do Grupo, engendrados por gênios do Mal.

A começar pelo delator RICARDO SAUD; que sabe muito mais do que entregas de maletas e tabelas de propinas. Deve-se lhe perguntar sobre a distribuição de proteína animal na Europa, nos países árabes, na África, e principalmente, na Rússia. Intermediários, destinatários finais, sócios e parceiros ocultos, enfim o lado tenebroso do negócio. Ricardinho, como é conhecido pelos íntimos ou vítimas, é uma figura sui-generis. Elemento acostumado a palácios e ao bas-fond, tem papel preponderante nas peripécias e traquinagens do Grupo. Tenho certeza de que sua delação premiada cairá. E ocorrendo isto, todo o castelo de subterfúgios e manipulações do acerto dos meliantes com a PGR serão invalidadas. Então poderemos, realmente, começarmos a passar o Brasil a limpo.

Outrossim, entendo importante a tomada de depoimento de outros emblemáticos personagens que detém informações sobre este imbróglio :

Sobre a gênese do Grupo:

– DELFIN NETO –  ex –ministro da Fazenda e da Agricultura

– IRIS REZENDE – ex-ministro da Justiça e da Agricultura

– PRATINI DE MORAES – ex- ministro da  Agricultura

– HENRIQUE MEIRELLES – ex-presidente do Banco Central e ex-presidente do Conselho de  Administração do Banco Original do Grupo JBS e atual ministro da Fazenda.

 

Sobre o desenvolvimento e operacionalidade do Grupo:

– ANTONIO JORGE CAMARDELLI – presidente da ABIEC – Associação Brasileira da Indústrias Exportadoras de Carne

– MOHAMED ZOGHBI – presidente da FAMBRAS – Federação das Associações Muçulmanas do Brasil

– ENIO MARQUES PEREIRA – ex-ministro interino da Agricultura

– HENRIQUE MEIRELLES – Atual Ministro da Fazenda. Do Banco Central para o Banco Original; deste para o Ministério da Fazenda – sem Escalas. Ou melhor, quarentena. Escárnio!

– EDUARDO CUNHA – Ex-presidente da Câmara Federal

– ROBERTO RODRIGUES – Ex-Ministro da Agricultura

– WAGNER ROSSI –  Ex-Ministro da Agricultura PMDB/SP

– JOÃO HENRIQUE HUMMEL –  Frente Parlamentar da Agricultura

– ERENICE GUERRA – EX- Ministra da Casa Civil

– ANTÕNIO CARVALHO – Irmão de Erenice e parceiro de Ricardo Saud PMDB/GO

 

Finalizando.

Quando um Grupo propõe-se tornar um player  internacional, com a magnitude e importância do JBS; torna-se responsável por grande parte da proteína animal no mundo, produção e distribuição; assume, em conluio com políticos e burocratas o acesso privilegiado a recursos do Estado, via instituições de desenvolvimento, financia a campanha de 1890 políticos, infiltra-se nos órgãos de controle tributário, de vigilância sanitária; emplaca Ministro da Fazenda, mantém o Presidente e outros do Executivo e Judiciário reféns; manipula redes de distribuição em zonas de risco e/ou em guerra, deixa de ser um ganho para a Economia Nacional e converte-se em ameaça à nossa Soberania. Seja pela estimulada corrupção interna, seja pela irresponsável atuação internacional, com provocações perigosas aos interesses geopolíticos de outras nações.

Mais do que uma enciclopédia de crimes contra à ordem social e econômica, o Grupo JBS, deve ser encarado como ameaça à nossa Soberania, aos interesses pátrios e ao Povo Brasileiro.

CADEIA É POUCO!

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B R A S I L O IMPÉRIO DA INSENSATEZ I

JC Berka

O mundo vivencia uma profunda metamorfose geopolítica, social e econômica. A escala de valores, invertida. Crenças sempiternas postas à prova, quando não negadas.  Os blocos ideológicos desfeitos transmutaram-se numa miríade de grupos que digladiam entre si. Aliados de ontem, inimigos de hoje.

Escassez de alimentos, exaustão de recursos naturais, paradoxo entre o avanço tecnológico e científico e a decadência moral, ética e espiritual resultam num quadro apocalíptico.

E o Brasil, parte integrante deste conturbado mundo, não passa infenso a este status quod.  Agravado por ser o eterno “país do futuro”, com ambições primeiro-mundistas. Com deveres, sem direitos, da destinação de celeiro do mundo.

A partir do fato de ser detentor de reservas de minerais estratégicos, de aquíferos gigantescos, de enormes extensões de solo agriculturável com insolação constante, reservas de hidrocarbonetos, gigantesco litoral rico em recursos naturais, a cobiçada Amazônia, que sob a capa de “pulmão da Terra” detém as maiores reservas minerais do planeta, mais do que alvo da cobiça internacional, tem sido, gradativamente, levado à condição de teatro de operações de intervencionismo do primeiro mundo, com ações, veladas ou não, de agressões à nossa Soberania.

Não bastante, sistema financeiro internacional, monopólio de tecnologias avançadas nos ramos das comunicações, militar, químico-farmacêutico, energia, agrobusiness, etc. mantém o país cabrestado a interesses externos.

Não somos donos de nosso destino. Não temos a celebrada independência de países soberanos.

Assim, tudo que ocorre em termos políticos e econômicos nestas plagas, analisado em primeiro plano, resulta numa miopia comprometedora da visão do quadro geral, miragem impingida e manipulada pelos interesses internacionais.

Por isso, o brasileiro em geral, aturdido pela sequência infinda de dissabores propiciados pelo Estado brasileiro, pelo quadro dantesco  do amancebamento da classe empresarial com a política, catatônico, vê um cenário de terra arrasada, onde não salva-se ninguém.

Se a LAVA JATO, veio descortinar o descalabro da corrupção generalizada, também serviu para dar-nos a sensação de que existe esperança, mesmo que a mesma mingue dia a dia.

Não sabemos para onde vamos.

Se nos serve de efêmero conforto, os iluminados, os estrategistas nacionais, tão pouco sabem.

Podem simular que conduzem os cordéis, mas todos sabemos que estas figuras notórias e caricatas, há muito já perderam o poder de ditar os rumos do país.

Vetustos e neófitos encenam para uma plateia anestesiada pela descrença, pela desilusão constante, pelas eternas promessas, pelo velho travestido de novo.

Nada de novo em Terras de Santa Cruz.

Na realidade, protagonizamos, todos, uma farsa burlesca. A grande farsa burlesca nacional. Vivemos no Reino do Faz-de-conta. Nada funciona, nada é para valer. Assim, por ação ou omissão, somos todos co-responsáveis pelo país que desconstruímos, pelos políticos que elegemos.

Desde o ignaro que troca seu voto por migalhas do banquete das elites, até empresários cevados por uma relação simbiótica com o Poder, nutrida pelo compadrio parasitário.

Como tudo no Brasil acaba em samba, escrevemos com nossas vidas o verdadeiro “samba do crioulo doido” .

Para reflexão:

– Após o governo maroto e entreguista de FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, o presidente mais nocivo aos interesses nacionais, e do psicopata FERNANDO COLLOR DE MELLO, fomos, muitos de nós, embalados pelo sonho de um governo moralizador, popular, defensor das minorias, corretor da desigualdade social: LULA-LÁ e a estrela do PT.

– No poder a farsa engendrada por GOLBERY DO COUTO E SILVA, WOLGANG SAUER, o sindicalismo europeu da DEMOCRACIA CRISTÃ e os inspiradores da TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO, revelou-se por inteiro : elegemos um canalha!

Sua corja, comprovando o adágio de que “ quem nunca viu mel, quando vê, se lambuza”, quando no poder, aparelhou o Estado, num desgoverno sem igual, repetindo o que faziam na clandestinidade : EXPROPRIAÇÃO (para eles; para os seres humanos normais, roubalheira pura e simples).

De uma só tacada destruíram os mitos de Direita X Esquerda, de Capitalismo X Socialismo. As recentes investigações e delações premiadas, revelam serem farinha do mesmo saco, grandes empresários, banqueiros, políticos, sindicalistas, membros das altas cortes do Judiciário, bicheiros, traficantes, policiais corruptos, milícias, advogados, etc.

– Os esforços de moralização, encetados pelo Ministério Público e Polícia Federal, tão aplaudidos pela população sadia, tem sido sistematicamente travados por ações veladas ou ostensivas de obstaculização . O protagonismo de RODRIGO JANOT, na Procuradoria Geral e de LEANDRO DAIELLO, na Polícia Federal, são indicativos claros de comprometimento. Ambos escudam-se na Operação LAVA JATO, cuja paternidade assumem indevidamente, e que cinicamente, sabotam.

– Após ejetar a deficiente mental, DILMA ROUSSEFF, o pacto político engendrado nos acertos do Judiciário e Legislativo, chancelado pela elite empresarial, substituiu seis por meia dúzia. Se DILMA, secundada por ladrões neófitos e tutela do FORUM DE SÃO PAULO,  colocou o país de quatro, MICHEL TEMER, e os “profissionais”, verdadeiros batedores de carteira, prenunciam o caos. No entanto, muita gente boa e bem intencionada, justifica esta fase, como necessária. Apregoam a ingente necessidade de reformas estruturais do Estado, para otimizar a governança, melhorar a Economia, dar credibilidade internacional a investidores, gerar empregos. Balela.

A Bíblia, já preconiza, pelos frutos se conhece a árvore (Mt. 7,16), assim, bananeira não dá maçã.

Pode sair algo de bom, para o bem do povo brasileiro, projetos elocubrados por figuras como, TEMER, PADILHA, MOREIRA FRANCO, GEDDEL, EUNICIO OLIVEIRA e HENRIQUE MEIRELLES?

E só para não assanhar a galera petista, se os mesmos projetos fossem da lavra de LULA, DILMA, GILBERTO CARVALHO, MANTEGA, MERCADANTE, DIRCEU, JACQUES WAGNER, seriam melhores?

Não!  Todos meliantes, farsantes e quadrilheiros ! Traidores da Pátria!  Num país sério, teriam pena capital ou apodreceriam nas masmorras.

Antes de tocarem a toque de caixa, reformas empurradas goela abaixo do povo, é imprescindível a realização da radiografia da real situação tanto da Previdência como do MTE .

Mas não, nem uma quadrilha, nem a outra tem interesse de tirar dos armários da burocracia os esqueletos que armazenaram nestes últimos vinte anos de descalabro. Roubalheira geral. Com a palavra, JANOT e DAIELLO.

Mudam-se as regras, atendem-se às exigências do empresariado nacional e investidores internacionais, bem como à Banca Internacional avalista e tutora do “quinta coluna” HENRIQUE MEIRELLES, e busca-se impedir a descoberta dos malfeitos e crimes nestas áreas.

Antes de mudança das regras da Previdência, uma auditoria isenta deveria levantar o alegado déficit da mesma. Ao mesmo tempo, cobrar os grandes devedores, apaniguados do poder, e financiadores desta corja que pulula no Executivo e Legislativo.

No Ministério do Trabalho e do Emprego, mesmo que mudanças se façam necessárias, o mesmo procedimento : auditoria e satisfação à Nação que purga o maior desemprego de todos os tempos, tanto de administrações anteriores como da atual.

Lembrando :

As denúncias contra administração de LUPI e MANOEL DIAS. Os envolvimentos do Ministério com o IMDC, instituição mineira, dirigida pelo meliante DEIVSON VIDAL, que envolveu inclusive o ex-secretário geral do Ministério.

Os contratos com a OPAS, referente a contratação dos médicos cubanos, verdadeira aberração jurídica de acordo com OIT,

Todos a estrutura sindical do país passada pelo pente fino, apurando desvios, inconformidades e ilegalidades.

Todos os contratos celebrados pelo Ministério, mormente os da área de TI, principalmente para aquisição de softwares para operacionalidade das funções do Ministério, entre eles os de prevenção a fraudes, não somente acompanhados por TCU e CGU, mas também pelas áreas técnicas do governo, mormente a DEFESA CIBERNÉTICA, visto a importância e volume de dados manipulados pelos programas do MTE .

Estas ditas “reformas estruturais” têm sido usadas como salvo-conduto para o gnomo TEMER, continuar na corda bamba. Precisa entregar aos seus financiadores e tutores o que prometeu. A recuperação da Economia. A volta do emprego. Anseio de uma população órfã e abandonada.

Então, a justificativa, o engana que eu gosto: dos males o menor.

Por isso, aliado ao pavor de retorno da corja do PT, o povo brasileiro encontra-se inerte.

Mas não só o povão continua embalado por este canto das sereias.

No próximo texto, procurarei dar continuidade à estas reflexões.

Quem são os cúmplices deste engodo, quem são os fiadores e os beneficiários.

Porque os prejudicados, já sabemos todos : somos nós os brasileiros!

Nosso alguidar

João Carlos Berka

 

 

Em minha infância, escutei, incontáveis vezes, uma pequena história de caráter educativo. Com ela meus pais buscavam transmitir, a meus irmãos e a mim, a preocupação e o amor aos avós e aos idosos em geral.

Vale repetir : “ Ao sentar-se à mesa, viu um menino, que ao invés de ser dado um prato ao avô, já senil e decrépito, era-lhe reservado um alguidar ( uma espécie de gamelinha de barro) no chão, no canto da sala. Ao questionar, junto a seus pais, o porquê daquele tratamento, que a seus puros olhos infantis parecia desumano, foi-lhe respondido que assim faziam para evitar que o avozinho sujasse a mesa, derramando alimentos com suas trêmulas mãos. Dias mais tarde, viram, perplexos, seus pais, o menino guardar o alguidar debaixo de sua cama. Perguntada a razão de  seu procedimento, respondeu estar guardando o objeto, para no futuro, quando eles, seus pais estivessem com a idade do avô, pudessem fazer uso do mesmo, no chão, no canto de uma sala”.

 

Nossa geração, ao que parece, não captou o espírito da parábola popular. O descaso para com nossos maiores beira as raias da insensibilidade total. Nossos idosos sofrem um tratamento familiar, coletivo e social, que obriga ao questionamento de nossa alegada racionalidade. Se, no âmbito familiar, a situação fala do descaso e desmoronar de valores humanos, a nível social o descalabro é gritante.

Possuímos uma Previdência que não prevê. Que não justifica a enorme máquina administrativa, que ora é apresentada aos contribuintes como portadora de enorme déficit, ora como instituição saneada. A realidade é que todo o sistema brasileiro de aposentadorias e pensões, bem como benefícios, seguro-saúde, assistência médica  e curativa, tudo, enfim, constitui-se numa grande vergonha nacional!

Escândalo após escândalo, vai-se compondo o mosaico do quadro insano a que relegamos a questão do idoso, do aposentado e daquele impedido de trabalhar por questões de saúde.

Com esquemas de pretensa socialização da medicina, conseguiu-se  aviltar o atendimento médico da Previdência. Com desmandos administrativos e incúria gerencial, inviabilizaram-se os convênios com entidades privadas e o credenciamento de profissionais da saúde.

 

Sofrendo com tudo isto, a população carente, que não pode arcar com os altos preços médicos e tão pouco usufruir dos serviços hospitalares privados.

Quanto aos pensionistas e aposentados, estes vivem uma situação de angustiante penúria, tendo suas pensões corroídas por um processo inflacionário, ora galopante, ora marchador, porém contínuo; veem seu padrão de vida baixar a ponto da quase mendicância, tendo que abdicar, no ocaso de suas vidas, após anos e anos de trabalho ( e tendo sempre mantido em dia as malditas contribuições aos institutos de previdência), de um estilo de vida ao qual estavam acostumados. A defasagem entre o montante recebido enquanto produtivos e o de na qualidade de aposentados é enorme.

 

Sem pejo nem subterfúgios, podemos afirmar, categoricamente, que a sociedade em geral e o Estado em especial, apressam a morte coletiva daqueles que já tanto produziram, já deram suas parcelas de contribuição ao desenvolvimento comunitário e do país, praticando um autofagismo da espécie, negando a Razão e os sentimentos como atributos humanos.

Sem seus trabalhos, sem rendimentos condizentes que lhes propiciem vida digna e prazeirosa, sem assistência médica adequada, enfim sem o respeito e consideração de seus semelhantes, resta-lhes o gosto travo do abandono, a vontade de ir embora…

 

Mas, não devemos olvidar de que a História é repetitiva, mudando somente seus personagens!

Amanhã, estaremos nós, sentados no chão de uma sala…  Então – o alguidar será nosso!

 

( texto publicado no Jornal “A Notícia” , de Joinville/SC, em 19/08/87)