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B R A S I L O IMPÉRIO DA INSENSATEZ II

JC Berka

 

 

Neste vídeo acima, o patriarca do clã Batista, ZÉ MINEIRO, apregoando a ética nos negócios, profeticamente, já dava pistas do que seria a verdadeira chave para o êxito e concretude de um conglomerado mundial de produção de alimentos, traído pelo subconsciente subjacente.

 

Este vídeo acima, sintetiza, intentando dar glamour à ousadia da dupla sertaneja JOESLEY & WESLEY, a trajetória do Grupo JBS, que sob a capa de empreendedorismo levado às ultimas instâncias, configura-se num dos maiores crimes perpetrados contra a Nação Brasileira.

Dinheiro do trabalhador (FGTS), direcionado para o BNDES, cevou estes meliantes e seus comparsas nacionais e estrangeiros.

Governantes e executivos dos Ministérios e do Banco, bem como toda a malta de políticos, usufruíram do que cinicamente denominavam criação de grandes players internacionais, mas que na realidade constituem-se o imbricamento criminoso da classe empresarial com o estamento político.

Propinas, subornos, contribuições para campanhas políticas, lavagem de dinheiro, aparelhamento dos órgãos de controle do MAPA, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica. Enfim, tudo, cinicamente, admitido na delação premiada da dupla sertaneja e do enfant terrible, RICARDO SAUD.

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Este vídeo, submetido a diversas perícias, que hora indicavam edição, e hora negavam, realizado, aparentemente com aparelho rústico (em forma de pendrive, facilmente encontrado na Rua Santa Efigênia em São Paulo) tinha a opção de ser acionado pela voz, o que pode explicar duzentas e poucas segmentações.

Mas isto não importa, este é um aspecto a ser considerado pela Polícia Federal e Ministério Público.

O que importa é o conteúdo e a atitude. De ambos : gravador e gravado.

Em primeiro lugar, a desfaçatez da fala de JOESLEY, o cinismo e a naturalidade com que fala com o presidente, somente se equiparam com suas falas ao MPF, quando faz sua parte ao acertado com RODRIGO JANOT. De tudo, duas ilações resultantes : tinha intimidade para tratar tema e no tom em que foi tratado, com o presidente, e dava provas cabais das características do sociopata, figura abundante na política e no meio empresarial.

O conteúdo só confirma o regime de compadrio nas relações governo X empresários. Ilicitudes e crimes são admitidos na cara dura, própria da utilizadas por elementos da mesma quadrilha. Não se percebe, em nenhum momento “ a liturgia do cargo” expressão popularizada por SARNEY;  aliás, outro quadrilheiro.

Outro aspecto a ser considerado: o ato de gravar.

Em gravar um Presidente da República, em sua residência, numa visita, digamos, informal, já que ocorreu em adiantada hora da noite, adentrando o visitando pela garagem. Sob determinação do presidente, o visitante não foi submetido aos procedimentos de praxe da Segurança.

Quando há muitos anos atrás, integrei grupo de segurança de dignitários,  exercendo minha função no Brasil e no exterior, era sabedor de que a proteção propiciada não era regalia da autoridade, mas um dever a que se submetia, visto ser seu cargo o alvo de proteção. Assim, Presidente, Ministros, Embaixadores, não podiam dispensar a Segurança, mas submeter-se às diretrizes operacionais elaboradas pela mesma.

Divulgada a gravação clandestina do presidente, dados vieram à tona.

Não foi uma atitude isolada de JOESLEY, mas uma tomada de decisão conjunta pelo empresário, MPF e Polícia Federal.

Esclarecimentos posteriores, justificaram a ousadia de gravar um presidente, com uma operação controlada, prevista pela Lei 12.850.

Enfim, mesmo não convencendo, pois o acordo firmado com o Ministério Público não satisfez o anseio de Justiça do povo, tendo em vista a magnitude dos crimes cometidos pela dupla sertaneja, fica como único ponto positivo, de que a Lei é para todos. Temos um ex-presidente denunciado e processado e o atual denunciado por crimes praticados no exercício de seu mandato.

Mérito da LAVA JATO.

Porém, fica a perplexidade diante do fato de que, ou houve falha e omissão da Segurança Presidencial, ou má-fé e conluio.

Quase na mesma época, foi divulgado que o presidente e seus ministros teriam aparelhos de comunicação criptografados. Mais uma vez, alguma coisa está errada. Não acredito em tanta incompetência. E se a explicação é que o entorno de segurança do Presidente está descontente com denúncias e envolvimento do mesmo em ilícitos, seria mais ético, pedir o boné e posicionar-se corajosamente pelo afastamento de Temer.

Nestes tempos bicudos de corrupção generalizada, acirramento da insegurança, imobilidade da máquina do Estado, o que menos precisamos é de conspiradores. Não acredito nesta hipótese. Afinal quando achamos que já passou a época de aprendizes de feiticeiros, e que GOLBERY, há muito já se foi, não podemos nos esquecer de que do caldeirão do Bruxo do Planalto não somente saíram acertos, mas também erros crassos e homéricos. LULA e PT, por exemplo.

Mas voltando à dupla sertaneja e seu repertório de cretinices, devemos aduzir que não comente conspurcaram o BNDES e sua destinação desenvolvimentista, mas tungaram os fundos de pensão, comprometeram Banco do Brasil e Caixa Econômica; ajudaram a eleger um bando de vagabundos; foram agentes ativos da corrupção da máquina pública, comprometeram o Ministério Público e o Judiciário, destruíram um sem número  de frigoríficos que adquiriram a preço de banana somente para serem fechados. Contribuiram para o desemprego, propiciaram concentração de renda, e coroando o saco de maldades, criaram a holding na Irlanda, passando seus ativos para controle no exterior, com o objetivo indisfarçável de fugir ao fisco brasileiro e aos compromissos com o BNDES.

 

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Personagens importantes na inspiração, planejamento e execução deste CRIME LESA-PÁTRIA, o Grupo JBS.

No meu entendimento as operações deflagradas para investigar o Grupo, foram superficiais, riscando somente o verniz e, ainda, ignorando a profundidade e alcance das ilicitudes praticadas e ainda executadas.

Mais do que um centro irradiador de propinas, de cabresteamento do estamento político, o Grupo JBS em seu descompromisso com a Nação, em sua gula insaciável, pois além de ter que saciar os apetites infindáveis de seus donos e executivos, ainda tinha que atender a goela enorme dos políticos e burocratas do governo.

Neste mister, a ousadia sem limites, a insensatez e a aplastante sensação de impunidade, levou-os a desatinos que comprometem, não somente nossa Economia, a estrutura política, nossa incipiente democracia, desmoralizam os aparelhos de controle do Estado, mas, acima de tudo, comprometem o pouco de soberania que temos neste arremedo de Estado, chamado Brasil.

Acredito que os órgãos de controle, segurança e inteligência, deveriam auscultar alguns personagens que podem, de livre espontânea vontade ou coercitivamente, ajudarem a decifrar o labirinto das operações do Grupo, engendrados por gênios do Mal.

A começar pelo delator RICARDO SAUD; que sabe muito mais do que entregas de maletas e tabelas de propinas. Deve-se lhe perguntar sobre a distribuição de proteína animal na Europa, nos países árabes, na África, e principalmente, na Rússia. Intermediários, destinatários finais, sócios e parceiros ocultos, enfim o lado tenebroso do negócio. Ricardinho, como é conhecido pelos íntimos ou vítimas, é uma figura sui-generis. Elemento acostumado a palácios e ao bas-fond, tem papel preponderante nas peripécias e traquinagens do Grupo. Tenho certeza de que sua delação premiada cairá. E ocorrendo isto, todo o castelo de subterfúgios e manipulações do acerto dos meliantes com a PGR serão invalidadas. Então poderemos, realmente, começarmos a passar o Brasil a limpo.

Outrossim, entendo importante a tomada de depoimento de outros emblemáticos personagens que detém informações sobre este imbróglio :

Sobre a gênese do Grupo:

– DELFIN NETO –  ex –ministro da Fazenda e da Agricultura

– IRIS REZENDE – ex-ministro da Justiça e da Agricultura

– PRATINI DE MORAES – ex- ministro da  Agricultura

– HENRIQUE MEIRELLES – ex-presidente do Banco Central e ex-presidente do Conselho de  Administração do Banco Original do Grupo JBS e atual ministro da Fazenda.

 

Sobre o desenvolvimento e operacionalidade do Grupo:

– ANTONIO JORGE CAMARDELLI – presidente da ABIEC – Associação Brasileira da Indústrias Exportadoras de Carne

– MOHAMED ZOGHBI – presidente da FAMBRAS – Federação das Associações Muçulmanas do Brasil

– ENIO MARQUES PEREIRA – ex-ministro interino da Agricultura

– HENRIQUE MEIRELLES – Atual Ministro da Fazenda. Do Banco Central para o Banco Original; deste para o Ministério da Fazenda – sem Escalas. Ou melhor, quarentena. Escárnio!

– EDUARDO CUNHA – Ex-presidente da Câmara Federal

– ROBERTO RODRIGUES – Ex-Ministro da Agricultura

– WAGNER ROSSI –  Ex-Ministro da Agricultura PMDB/SP

– JOÃO HENRIQUE HUMMEL –  Frente Parlamentar da Agricultura

– ERENICE GUERRA – EX- Ministra da Casa Civil

– ANTÕNIO CARVALHO – Irmão de Erenice e parceiro de Ricardo Saud PMDB/GO

 

Finalizando.

Quando um Grupo propõe-se tornar um player  internacional, com a magnitude e importância do JBS; torna-se responsável por grande parte da proteína animal no mundo, produção e distribuição; assume, em conluio com políticos e burocratas o acesso privilegiado a recursos do Estado, via instituições de desenvolvimento, financia a campanha de 1890 políticos, infiltra-se nos órgãos de controle tributário, de vigilância sanitária; emplaca Ministro da Fazenda, mantém o Presidente e outros do Executivo e Judiciário reféns; manipula redes de distribuição em zonas de risco e/ou em guerra, deixa de ser um ganho para a Economia Nacional e converte-se em ameaça à nossa Soberania. Seja pela estimulada corrupção interna, seja pela irresponsável atuação internacional, com provocações perigosas aos interesses geopolíticos de outras nações.

Mais do que uma enciclopédia de crimes contra à ordem social e econômica, o Grupo JBS, deve ser encarado como ameaça à nossa Soberania, aos interesses pátrios e ao Povo Brasileiro.

CADEIA É POUCO!

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