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Arquivo mensal: outubro 2017

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QUANDO UMA TV ATACA A NAÇÃO

Gen Ex Luiz Gonzaga Schroeder Lessa

É extremamente lastimável que uma rede de televisão, de ampla cobertura nacional, se volte contra o seu próprio povo, procurando destruir o que ele tem de mais sagrado, base de toda a sua unidade: a família.
Não é de hoje que as Organizações Globo e muito em particular a sua TV Globo buscam interferir, de forma desabrida e escancarada, na família brasileira, não para reforçar os seus laços, mas para denegri-la procurando incentivar fissuras e lacunas, na certeza de que assim estarão desestabilizando, de forma definitiva, o estado brasileiro.
Assim tem sido na condução das suas novelas que, insistentemente, inoculam a desarmonia e o desrespeito familiar, aviltando os princípios basilares da sociedade brasileira, estimulando a quebra de padrões que concorrem para a sadia convivência entre as suas diferentes gerações. Incentivam as tão controversas políticas de gênero, que atingem crianças em tenra idade protegidas pelas leis brasileiras, muito em particular, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente; incentivam a prática de atividades criminosas, que transformam os bandidos em pessoas de bem e os agentes
da lei em contumazes, perversos e violentos marginais. Esse tem sido o pano de fundo que norteia e orienta todos os passos da organização televisiva nos tumultuados dias de hoje.
Todavia, no programa Fantástico, de 8 de outubro p.p., todos os limites da TV Globo foram ultrapassados, quando passou a defender, publicamente, como arte, cenas do mais baixo nível, intrinsicamente ligadas à pedofilia, zoofilia, necrofilia, homossexualismo e outras bizarrices, taxando-as como educativas, destinadas a quebrar os tabus e os princípios de unidade que governam a chamada “família
tradicional”, por ela tão combatida e considerada, até mesmo, uma aberração. Por completo, ignorou a exposição de crianças inocentes a cenas tão chocantes e extravagantes.
A reação do povo brasileiro não se fez por esperar. O levante foi e continua geral em toda a sociedade com manifestações as mais variadas de pais, educadores, terapeutas, políticos, teólogos, sociólogos, padres, bispos, pastores, religiosos em geral que,
surpresos e sobressaltados, procuram entender as reais motivações do tão pernicioso proceder da TV Globo. Sem dúvida, essa TV defende e segue os ditames que se propagam mundo afora de que a família tradicional é obsoleta, deve ser destruída, e um dos pilares para tal é a ampla divulgação e posterior adoção das políticas de gênero e da prática dos princípios politicamente corretos, intensamente difundidos e divulgados na imprensa mundial e por nós tão avidamente assimilados, alicerçados na retórica reação-repetição- absorção, ou seja, a sociedade inicialmente reage, a seguir é submetida a maçantes repetições sob as mais variadas formas e conteúdos e, por fim, passa a aceitar os absurdos e a tolera-los como normal. Tudo de acordo com os ditames da agenda da Nova Ordem Mundial, que busca denegrir a moral, o caráter coletivo da sociedade, o enfraquecimento do nacionalismo, para a implantação dos seus nefastos objetivos de formação do cidadão (escravo) global.
Por todos os recantos do Brasil e mesmo no exterior, a reação contra a Globo tem sido surpreendente. Nas mídias sociais o clamor ultrapassa todas as fronteiras, sejam elas físicas, psicossociais ou políticas e mesmo em canais da TV aberta as críticas são contundentes. Não poderia ser de outra maneira para um país que ostenta a esmagadora maioria de 84,6% de cristãos na sua população, que não pode ver a cruz do seu Cristo ser vilipendiada e associada a ritos de perversão sexual, nem as suas inocentes crianças misturadas a marginais sociais que querem nos fazer assimilar, goela abaixo, modos de vida e princípios que a nossa sociedade repudia. Todavia, causa estranheza o silêncio de organizações costumeiramente vigilantes e prontas a denunciar problemas de muito menor envergadura, como a OAB, a CNBB e até mesmo o Ministério Público e o governo em geral, que se omitiram, por completo, em assunto de tamanha gravidade para o futuro da nossa juventude. As igrejas evangélicas, com o seu amor a Deus, sagrada devoção à sua fé e persistente defesa dos laços familiares, têm tomado a dianteira no combate à vil ação da Globo, enquanto os
católicos e os espíritas, como de costume, têm se mantido em silêncio. Apenas o bispo de Apucarana, Dom Celso Antônio Marchiori, fez um contundente pronunciamento na sua homília, no Santuário de Aparecida, quando da grande festa dos 300 anos da aparição da imagem da Virgem. Uma solitária voz. Que vergonha, CNBB!!!!
É preciso que todas as igrejas cristãs, em comunicado conjunto, repudiem as políticas deletérias e as campanhas difamatórias há muito adotadas pela Globo, mas incrementadas consideravelmente nos tempos atuais. Nesse particular, é oportuno relembrar o vibrante libelo J’ÀCCUSE, de Dom Lucas Moreira Alves, cardeal primaz do Brasil, em Salvador, em 1993, denunciando, há 27 anos atrás, as práticas costumeiras dos canais de televisão e que, hoje, se repetem com muito maior virulência: “ Acuso a televisão brasileira de ser demolidora dos mais autênticos e inalienáveis valores morais, sejam eles pessoais ou sociais, familiares, éticos, religiosos e espirituais.
Demolidora porque não somente zomba deles, mas os dissolve na consciência do telespectador e propõe, em seu lugar, os piores contravalores. Neste sentido, é assustadora a empresa de demolição da família e dos mais altos valores familiares – amor, fidelidade, respeito mútuo, renúncia, dom de si – realizada quotidianamente, sobretudo pelas telenovelas. Em lugar disso, o deboche e a dissolução, o adultério e o incesto”.
De há muito o povo já percebeu que a TV Globo é contraria aos seus valores mais caros e manifesta a sua repulsa nos níveis de audiência da empresa, que devem continuar caindo de forma consistente. Sem subterfúgios, os seus objetivos maiores de dissolução da família brasileira foram escancarados, em consonância com os ditames da agenda global a que se sujeitou, mantendo-se totalmente alheia aos tradicionais costumes e à profunda devoção religiosa da nossa gente, determinada, por todos os meios que lhe aprouver, a desconstruir os valores cristãos do povo brasileiro.

Rio de Janeiro, 18 de outubro de 2017

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ÁLVARO DIAS a alternativa a Lula, Bolsonaro, Dória ou Intervenção militar

Assista a entrevista 👇 com MARIANA GODOY e avalie.

Combate a CRIMINALIDADE

O Combate à Ponta do Iceberg da Criminalidade

O vulto assumido pelo crime organizado permite classificá-lo como ameaça à lei, à ordem e à própria sober

ania nacional, pois o Estado perdeu a autoridade em áreas, ainda que restritas, de algumas metrópoles no País. No Rio de Janeiro, existem complexos de favelas controlados por facções criminosas, que impõem a sua “lei”, constituindo um estado paralelo ao Estado nacional no exercício da violência.

O emprego das Forças Armadas (FA) na segurança pública, num quadro de garantia da lei e da ordem, tem sido contumaz. No entanto, é apenas paliativo com efeito superficial e de curta duração, haja vista o retorno aos níveis de violência e o controle da bandidagem tão logo as tropas são retiradas das áreas conturbadas. As FA não são preparadas nem estruturadas para a segurança pública, em que os conflitos devem obedecer a leis e regras rígidas, que limitam a liberdade de ação para o emprego da violência com a mesma letalidade exigida em conflitos armados na defesa da Pátria contra um inimigo externo.

As fronteiras nacionais são um dos pontos críticos na gestão da segurança pública, pois a extensão, a permeabilidade e a porosidade dificultam, drasticamente, seu controle efetivo e o bloqueio de ilícitos transnacionais. Tal dificuldade foi agravada pelos acordos de livre comércio e pela globalização, que facilitaram a passagem e ampliaram a circulação de cargas pelas vias terrestres, marítimas e aéreas. Se os EUA não conseguem evitar o maciço tráfico de drogas e a realização de outros ilícitos nos 3 mil km de sua fronteira terrestre com o México, contando com seus imensos recursos para esse controle, o que dizer do Brasil. São 17 mil km de fronteiras terrestres, sendo 11 mil km em selva, com centenas de entradas possíveis, e 6 mil km em área humanizada, com enorme fluxo de comércio.

As fronteiras marítimas têm 7,5 mil km com dezenas de portos que movimentam milhares de contêineres por dia, cuja fiscalização é extremamente difícil. O mesmo pode-se dizer da volumosa entrada de cargas por inúmeros aeroportos oficiais. Cumpre destacar que, na fronteira aeroespacial, aeronaves do tráfico de drogas e armas entram no espaço aéreo, voam por dez minutos, aterrissam em algum campo de pouso clandestino ou lançam sua carga e regressam, não dando tempo ao controle aéreo para reagir. Portanto, é um engano acreditar ser possível um controle tão efetivo das fronteiras a ponto de considerá-lo a ação principal contra a criminalidade.

No Brasil, esse combate tem visado mais às consequências do que às causas da ascensão do poder da criminalidade, que se aproveita de gravíssimas vulnerabilidades nos campos político, social, jurídico, policial e penal. Algumas importantes vulnerabilidades estão listadas no quadro a seguir.

As organizações criminosas (OC) de nível nacional (OCN) são o Primeiro Comando da Capital (PCC), presente em todos os Estados da Federação, e o Comando Vermelho (CV), com ampla disseminação no território nacional. Essas facções disputam entre si o poder em vários Estados e neles convivem ou atritam com outras organizações criminosas de expressão local ou regional (OCR). As ações das OCN e OCR, quando necessário, envolvem crimes violentos, de âmbito nacional ou transnacional, como os relacionados com tráfico de drogas, contrabando de armas, tráfico de pessoas, sequestros e outros; lavagem de dinheiro, que inclui a gestão de negócios com fachada de legalidade; infiltração em diversos segmentos da sociedade, inclusive na justiça, na política e nos órgãos de segurança pública (OSP); corrupção; cooptação; chantagem; intimidação; controle violento de comunidades e de várias atividades lucrativas como as de transporte.

Existem OC do tipo “máfia”, voltadas para os crimes financeiros e sem violência, envolvendo lideranças de altos escalões, partidos políticos e empresários. O mensalão e o petrolão são exemplos do funcionamento dessas OC, cuja repressão deve seguir o modelo da Operação Lava Jato.

O combate específico às OCN e OCR violentas, ponta de um profundo iceberg, é apenas parte da solução do problema, que exige, simultaneamente, ações estratégicas de longo prazo sobre as vulnerabilidades listadas no quadro anterior. Tais vulnerabilidades, como se pode deduzir, estão em diversos setores da Nação, além do que é relativo, especificamente, à segurança pública. Esse combate requer centralização, coordenação e integração, desde os mais altos escalões, em um Projeto Estratégico de longo prazo, com visão da situação desejada no futuro e os objetivos e as metas sucessivas.

A seguir, são sugeridas algumas medidas de combate às OCN e OCR, que não esgotam o rol das necessárias:
– endurecer a lei sobre Organização Criminosa, tornando a justiça ágil e mais rigorosa;
– emprego de forças-tarefa de composição mista (Jurídico, Inteligência e Operações) por Estados ou Regiões, com foco nas OCN e OCR, e não na bandidagem isolada; utilização da prisão preventiva aos enquadrados na lei e fim do foro especial;
– líderes e membros de maior periculosidade recolhidos em presídios especiais de segurança máxima, separados entre si e executando trabalhos rigorosos;
– controle rigoroso das visitas, inclusive de advogados, e das ligações entre esses presos e o exterior das cadeias, impedindo efetivamente o uso de meios eletrônicos;
– os alvos seriam as lideranças, as estruturas de gestão das OC e o seu braço armado; e
– as ações de inteligência buscariam identificar e localizar as lideranças e os apoios logístico, financeiro e político, enquanto as operações decorrentes seriam realizadas por forças-tarefa dos OSP e dos grupos especiais das Forças Armadas, quando necessário, ou pelo emprego de tropa em operações de grande envergadura.

A situação é gravíssima e sua deterioração poderá resultar num quadro semelhante ao de guerra civil, em que a perda da autoridade e da soberania interna pelo Estado traria, como consequência, grande risco para a unidade nacional. A Nação tem que ser conscientizada de que o combate à criminalidade será de longo prazo e implicará o emprego da violência com efeitos colaterais e, eventualmente, com restrições à liberdade individual.

Em curto prazo, poderá ser uma questão de vida ou de morte para o Brasil!

Publicação autorizada pelo Centro de Com.Social do Exército Brasileiro – O Artigo tem como autor  Gen Bda Luiz Eduardo Rocha Paiva