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Arquivo mensal: março 2018

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A ESFINGE BRASIL

“ Decifra-me ou te devorarei! “

JC Berka

Em pleno apogeu da Era da Informação, vivenciamos um processo de desinformação aplastante. Teorias da conspiração, Fake News, lendas urbanas, fazem parte do bombardeio a que somos submetidos diuturnamente pelos meios de comunicação, redes sociais e por conteúdos ideológicos transmitidos em ambientes educacionais/culturais.

Carregadas de conteúdos subliminares e adotadas técnicas de Ação Psicológica, recebemos informações que nos distanciam da realidade, induzindo-nos a comportamento de manada, sendo manipulados solertemente por interesses de dominação de pretensa elite, seja nacional ou títere do Globalismo e/ou Ambientalismo.

Hoje a Nação, obnubilada pelas intempéries sociais e políticas, encontra-se diante do desafio de decifrar o país em que vive, no afã de interpretar fatos, conhecer personagens e circunstâncias.

Numa leitura simplista, debita-se à Economia, à Corrupção e ao Crime as matrizes das mazelas brasileiras. Não ignorando o protagonismo exercido por estas causas, omite-se, de caso pensado ou não, a destruição dos Valores Pátrios, consagradores e garantidores de uma sociedade sadia, constituída de proteção à Família, Direito à Liberdade de Credo, Política e Filosófica. Balançando entre um capitalismo selvagem e um simulacro de socialismo, empurra-se o país para o caos e uma hecatombe social que certamente enlutará os lares brasileiros.

Como desgraça pouca é besteira, aprendizes de feiticeiros fazem laboratório com iniciativas obscuras no intento de tutelar a nacionalidade e assegurar privilégios. Como panaceia para nossos males, indicam e buscam implementar reformas que não passam de remendos do Estado Brasileiro, ou acenam com a solução das Eleições. Enquanto isso, para manter a chama acesa da crendice popular engoda-se com uma Intervenção Militar no Rio de Janeiro, que apesar da seriedade das Forças Armadas, serve somente para blindar um Planalto valhacouto de meliantes.

Reféns da Obediência Devida, da Disciplina, da submissão constitucional, os militares embarcaram numa aventura que pode desaguar, num resultado que tem tudo a ver com “as aproximações sucessivas” do General Mourão. E, por via de consequência, numa Intervenção em todo o país. Talvez seja o que o país precisa, tamanho descalabro e falta de bom senso dos protagonistas do drama brasileiro.

Não obstante, buscando-se últimas tentativas do caminho constitucional, e levando-se em conta que significativo contingente da população ainda deseja o processo eleitoral regular, pelo temor de soluções esdrúxulas, necessário se faz o decifrar da Esfinge. Mesmo que tal tarefa seja hercúlea, pelo tanto de entraves, frutos da manipulação da opinião pública e pela mistificação de iluminados que pontificam nas redes sociais, nas consultorias financeiras, nas cátedras ou mesmo nos meandros da máquina pública.

Partindo-se do pressuposto que atravessaremos o Rubicão do impasse institucional, devemos refletir que país temos, de fato; elencar os problemas brasileiros com desassombro; analisarmos a conjuntura internacional e, ai sim, fazermos  a moldura onde colocaremos aquele que necessitamos para a condução do país.

Quais características deve ter, não aquele que postula o cargo presidencial, mas o Homem certo, no momento certo.

Diante dos horizontes plúmbeos do cenário nacional, onde crises, fabricadas ou não, se sucedem; quando todas as instituições brasileiras estão em cheque; a descrença nos homens públicos é total; quando remanescentes de uma extrema esquerda bolorenta, contaminada por anos de ineficiência e corrupção, terça armas com uma extrema direita ensandecida e falastrona, sem projeto para o país, a não ser “combater tudo que está aí”, urge o aflorar do bom senso, lampejo de inteligência coletiva de buscar aquilo que já foi consagrado nas calendas do tempo : “ In medius, virtus est !” .

Não nos olvidemos de que os extremos se espelham.

O Brasil de hoje, não suporta mais exotismo, soluções amadoras, salvadores da pátria.

Hoje necessitamos um Estadista! Há décadas não o tivemos. Mesmo aqueles embalados por competente marketing, não conseguiram seu lugar no panteão da pátria, não a obra arquitetônica, mas nos corações e mentes do Povo Brasileiro.

Hoje necessitamos daquele capaz de promover a concórdia, de restaurar a nacionalidade dividida ideologicamente em grupos, segmentos; daquele cuja vida pregressa possa ser escrutinada sem surpresas; com conteúdo e luz própria, propiciando a liderança de um governo de resgate de nossa destinação no concerto das nações.

Este é o desafio: decifrar a Esfinge. O país que temos, o país que almejamos.

E quem vamos eleger, com responsabilidade, certos de que esta oportunidade poderá ser única. A alternativa somente Deus conhece, mas podemos intuir que será catastrófica.

Que Deus nos Ajude!

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