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Nosso alguidar

João Carlos Berka

 

 

Em minha infância, escutei, incontáveis vezes, uma pequena história de caráter educativo. Com ela meus pais buscavam transmitir, a meus irmãos e a mim, a preocupação e o amor aos avós e aos idosos em geral.

Vale repetir : “ Ao sentar-se à mesa, viu um menino, que ao invés de ser dado um prato ao avô, já senil e decrépito, era-lhe reservado um alguidar ( uma espécie de gamelinha de barro) no chão, no canto da sala. Ao questionar, junto a seus pais, o porquê daquele tratamento, que a seus puros olhos infantis parecia desumano, foi-lhe respondido que assim faziam para evitar que o avozinho sujasse a mesa, derramando alimentos com suas trêmulas mãos. Dias mais tarde, viram, perplexos, seus pais, o menino guardar o alguidar debaixo de sua cama. Perguntada a razão de  seu procedimento, respondeu estar guardando o objeto, para no futuro, quando eles, seus pais estivessem com a idade do avô, pudessem fazer uso do mesmo, no chão, no canto de uma sala”.

 

Nossa geração, ao que parece, não captou o espírito da parábola popular. O descaso para com nossos maiores beira as raias da insensibilidade total. Nossos idosos sofrem um tratamento familiar, coletivo e social, que obriga ao questionamento de nossa alegada racionalidade. Se, no âmbito familiar, a situação fala do descaso e desmoronar de valores humanos, a nível social o descalabro é gritante.

Possuímos uma Previdência que não prevê. Que não justifica a enorme máquina administrativa, que ora é apresentada aos contribuintes como portadora de enorme déficit, ora como instituição saneada. A realidade é que todo o sistema brasileiro de aposentadorias e pensões, bem como benefícios, seguro-saúde, assistência médica  e curativa, tudo, enfim, constitui-se numa grande vergonha nacional!

Escândalo após escândalo, vai-se compondo o mosaico do quadro insano a que relegamos a questão do idoso, do aposentado e daquele impedido de trabalhar por questões de saúde.

Com esquemas de pretensa socialização da medicina, conseguiu-se  aviltar o atendimento médico da Previdência. Com desmandos administrativos e incúria gerencial, inviabilizaram-se os convênios com entidades privadas e o credenciamento de profissionais da saúde.

 

Sofrendo com tudo isto, a população carente, que não pode arcar com os altos preços médicos e tão pouco usufruir dos serviços hospitalares privados.

Quanto aos pensionistas e aposentados, estes vivem uma situação de angustiante penúria, tendo suas pensões corroídas por um processo inflacionário, ora galopante, ora marchador, porém contínuo; veem seu padrão de vida baixar a ponto da quase mendicância, tendo que abdicar, no ocaso de suas vidas, após anos e anos de trabalho ( e tendo sempre mantido em dia as malditas contribuições aos institutos de previdência), de um estilo de vida ao qual estavam acostumados. A defasagem entre o montante recebido enquanto produtivos e o de na qualidade de aposentados é enorme.

 

Sem pejo nem subterfúgios, podemos afirmar, categoricamente, que a sociedade em geral e o Estado em especial, apressam a morte coletiva daqueles que já tanto produziram, já deram suas parcelas de contribuição ao desenvolvimento comunitário e do país, praticando um autofagismo da espécie, negando a Razão e os sentimentos como atributos humanos.

Sem seus trabalhos, sem rendimentos condizentes que lhes propiciem vida digna e prazeirosa, sem assistência médica adequada, enfim sem o respeito e consideração de seus semelhantes, resta-lhes o gosto travo do abandono, a vontade de ir embora…

 

Mas, não devemos olvidar de que a História é repetitiva, mudando somente seus personagens!

Amanhã, estaremos nós, sentados no chão de uma sala…  Então – o alguidar será nosso!

 

( texto publicado no Jornal “A Notícia” , de Joinville/SC, em 19/08/87)

 

 

 

PEDOFILIA – A DIABÓLICA TEIA OCULTA DO PODER I

JC Berka

 

 

Ana Lídia Braga, Araceli Cabrera Sanchez Crespo e milhares de pequenos brasileiros vítimas da sanha de monstros com aparência humana.

Pedofilia, a perversão da natureza humana desde tempos imemoriais. Em certas culturas a leniência da sociedade arroga costumes e práticas místicas e religiosas. Mas em todo o mundo, esta chaga questiona nossa alegada racionalidade e o “feitos à Imagem  Semelhança de Deus”!

Não pretendo fazer, neste texto, abordagem ética, sociológica, espiritual, ou jurídica.

Quero focar no instrumento diabólico de manipulação do Poder, nos fenômenos inexplicáveis que permeiam acontecimentos políticos, sociais e econômicos. Numa ferramenta, metodologia e prática de dominação da sociedade.

Via de regra, ao abordarmos este tema, restringimos nossa ótica ao fenômeno patológico das ocorrências pontuais, ou à atividade do crime organizado, através de crimes cibernéticos. Fixamos nos anormais que violam filhos, enteados, alunos, vizinhos, e todos os inocentes que, por incúria ou comprometimento daqueles que os deveriam proteger, protagonizam esta chaga humana.

Na contemporaneidade, novo enfoque: a atuação do crime organizado, gerando 30 % do tráfego mundial da Internet, em pornografia, quase que sempre retroalimentada pela pedofilia e só perdendo para o tráfico de drogas, em volume financeiro.

O que pretendo, é estimular a reflexão para melhor análise de fenômenos, sociais, políticos e ideológicos de são debitados açodadamente à coincidências ou ao imponderável.

Nada acontece por acaso.

Há dois anos atrás, ao prestar meus serviços profissionais na França, tive contato, com personagens e suas atuações que me deram uma nova visão para análise de muitos fatos que até a presente data, para mim, eram inexplicáveis.

Na busca de respostas, tomei conhecimento, inicialmente, do relatório DUTROUX.  Este pedófilo belga, galvanizou as atenções do público , saturou a mídia local e, espraiando-se por toda Europa e cruzando o Atlântico, chegou aos Estados Unidos e Canadá, dando uma nova dimensão do alcance das redes de Pedofilia.

Levantamentos realizados pelo FBI e INTERPOL, detectaram que este crime hediondo, atravessava fronteiras, permeava todas as classes sociais, porém o surpreendente, e logo abafado, foi o comprometimento de membros de casas reais da Europa, banqueiros internacionais, políticos de grande expressão e mega empresários. Além de membros do clero católico e lideranças religiosas de diversas denominações.

A partir daí, com a contribuição de estudiosos no assunto e pesquisas, deparei-me com a constatação de que a Pedofilia desempenha um importante papel, senão o principal, de manipulação de elementos e grupos no afã de obtenção do domínio político e sócio-econômico.

Assim como inexiste Crime Organizado sem comprometimento de policiais, políticos, judiciário e bancos, a Pedofilia, estriba-se, também, na ação ou omissão, de autoridades policiais, juízes, membros do Ministério Público, profissionais da área médica, da área de ensino, religiosos e profissionais da Psicologia e Serviço Social. Militares e Diplomatas. Políticos e empresários. Profissionais da Cultura e do Entretenimento. Enfim, esta lepra, trazida desde a Antiguidade, aprimorou-se através dos tempos, constituindo-se na mais solerte e hedionda manipulação do lado negro da humanidade.

É notória a utilização do sexo para a consecução de objetivos escusos. Mas a Pedofilia é um instrumento mais refinado e letal, pois, encapsula seu praticante e o torna facilmente manipulável, sob a ameaça e chantagem de tornar público o realizado em privado.

Levando-se em conta as nuances destas práticas, eivadas de sadomasoquismo, de liturgias ligadas a Satanismo e sociedades secretas, além de toda casuística pontual e sem laços com organizações, os cordéis do Poder Oculto manipulam marionetes de todos os quilates, refém de suas abjetas paixões e compulsões.

Equivalente ao Deep State, norte-americano, o Estado-Esgoto brasileiro, possui como elemento constitutivo e fator preponderante, a Pedofilia. Muitos fatos inexplicáveis, muito poder concentrado em figuras improváveis, pode-se debitar ao poder criminoso de manipulação desta excrecência humana.

Tenho certeza que a Força-Tarefa da LAVA JATO, que adotou como metodologia seguir o dinheiro e as delações premiadas, chegará, no devido tempo à descobertas das redes de Pedofilia imbricadas ao Poder Político e Econômico. Então far-se-á Luz sobre episódios nebulosos e figuras das sombras.

Então, teremos a chance de construirmos uma sociedade mais justa e igualitária, sem colocarmos para baixo do tapete esta nódoa que conspurca nossa civilização.

Deveremos aproveitar de que os ventos são favoráveis para este combate, tendo em vista alguns fatos significativos no cenário internacional.

PUTIN, acusado de autocrata, inegavelmente um nacionalista comprometido com o resgate da Alma Russa, encetou um combate à Pedofilia, ciente que é, na qualidade de profissional da área de Inteligência, como esta atividade corrompe a sociedade, arrebenta com a família e destrói o indivíduo. Mais, sabe do Poder das Sombras, que intenta o governo mundial, destruindo as nacionalidades.

DONALD TRUMP, que se elegeu com promessa de recuperar o American Way of Life, combatendo o Deep State, e daninhas influências exógenas, elencou como uma de suas prioridades o combate à Pedofilia.

O PAPA FRANCISCO, após estudo e diagnóstico das mazelas do Vaticano e da Igreja Católica, assumiu o compromisso do combate à Pedofilia, dentro e fora da Igreja.

• Quando a ação investigativa e punitiva da corrupção e do crime organizado atingir o patamar do combate a Pedofilia, veremos em plagas brasileiras muitos suicídios espontâneos ou “patrocinados” de figuras públicas ou expoentes do mundo empresarial.

Será a Purga Redentora, que se torna imperativa para reconstrução da nacionalidade e recuperação da Brasilidade.

Assim Espero.

 

 

JC Berka é consultor em Segurança e autor do livro

EXECUTIVOS, POLÍTICOS & BANDIDOS

 

PETRÓLEO E CRIME ORGANIZADO II

JC Berka

 

Anos atrás, ao prestar consultoria à ANP – Agência Nacional do Petróleo,  entrevistando seu corpo funcional, fui perguntado por um Geólogo, se sabia o real papel da Agência. Intrigado, pois tinha analisado todo o documental referente a criação e funcionamento do órgão, interpelei-o pedindo esclarecimentos.

Profissional com vasto currículo e grande experiência, disse-me, sem rodeios, que o verdadeiro papel da ANP era lastrear a dívida externa brasileira. Que o país não tinha lastro em ouro para garantir empréstimos internacionais; recorrendo ao repasse de reservas petrolíferas para empresas estrangeiras em comum acordo com a entidade financeira que concedia os empréstimos. Tudo a revelia do Congresso, a quem cabe aprovar endividamento externo. Para tanto, rodadas licitatórias eram manipuladas.

Isto se deu no findar do Governo de Fernando Henrique Cardoso, quando o diretor da Agência era o embaixador Sebastião do Rego Barros. No início do governo Lula, este e outros fatos relativos à simbiose Crime X Petróleo, foram levados ao conhecimento do próprio Lula, de José Dirceu e de Luis Gushiken. Nenhuma atitude saneadora foi tomada. Pelo contrário, a Agência foi aparelhada partidariamente e o descalabro continuou. Hoje, se desejamos passar o Brasil a limpo, estes dados devem ser investigados e apurados.

Funcionários da Agência já foram acusados de montarem um balcão de negócios na mesma, gerando investigações inócuas. Dificuldades geradas para venderem facilidades; acobertamento de ilicitudes no setor, através de fiscalização cabrestada; maquiagem de dados técnicos, tais como volume de upstream e montante de reservas descobertas; autorizações para importação de volumes estratosféricos de solvente, mesmo com auto-suficiencia nacional. Vale lembrar que este insumo é preponderante para preparação da sopa que gera combustível adulterado.

Além destes fatos mencionados acima, acredito que deva ser colocado sob a lupa investigatória, empreendimentos tais como, o gasoduto Bolívia-Brasil, a permuta de ativos entre a Petrobrás e a Repsol na Argentina, a aquisição de ativos da Petrobrás na Argentina pelo grupo de CRISTOBAL LOPEZ, testa de ferro de CRISTINA KISCHNER, acusado de lavar dinheiro do narcotráfico, principalmente do Cartel de Sinaloa, do México ,  a desapropriação da refinaria da Petrobrás na Bolívia, por Evo Morales , a constituição e funcionamento da petrolífera PETRA ENERGIA, a lavagem de dinheiro do crime organizado (principalmente contrabando de cigarros) através da aquisição de postos de combustíveis no interior de São Paulo e Mato Grosso e o mistério da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.

Na realidade, o setor necessita de um choque de transparência. Precisamos auditar à saciedade, práticas e resultados deste importante e imprescindível segmento da Economia. Afinal, inexiste projeto de infraestrutura sem previsibilidade de energia e combustíveis.

Se desejamos planificar para as futuras gerações, necessário se faz um acerto de contas com os desvios e criminalização do setor.

Que a LAVA JATO, amplie seu escopo, ou gere operação sucedânea. A faxina iniciada tem que ter efetividade e resultados. Este é anseio nacional e uma urgência do pais que necessita ser passado a limpo.

 

JC Berka é consultor em Segurança e autor do livro

EXECUTIVOS, POLÍTICOS & BANDIDOS

PETRÓLEO E CRIME ORGANIZADO I

                                                                   JC Berka

As ameaças à LAVA JATO, consubstanciadas em mobilização da corja política criminosa, coreografia de rábulas homiziados no STF, advogados “espertos” verdadeiros “consiglieri” do crime organizado, agentes da Lei cooptados e Judiciário macomunado, prenunciam horizontes plúmbeos para o país.

Estamos caminhando a largos passos para um conflito intestino, que certamente enlutará a Nação Brasileira. Várias vezes já me manifestei de que o tecido social esgarçado, não se recuperará sem sangue. Infelizmente, diante da irredutibilidade de ambos lados, o conflito se agudizará. Só uma sangria recuperará a sanidade nestas plagas.

O entranhamento do crime organizado nas diversas esferas do Poder, a criminalização do estamento empresarial, a impunidade reinante, somente foram ameaçados no Brasil, pela ação moralizadora e saneadora da Operação LAVA JATO. Polícia Federal e Ministério Público, em força-tarefa, mostraram o norte e deram o exemplo. Fizeram-nos acreditar que na terra do “jeitinho”, é possível recuperarmos a brasilidade e o respeito do concerto da Nações.

Resultados foram obtidos. Poderosos estão atrás das grades, e executivos, políticos e bandidos, estão com as barbas de molho.

Mas a reação já se faz sentir. Quando até  Temer está ameaçado de prestar contas, diante de delações que o mencionam como envolvido em malfeitos, a fala constante nos corredores do Poder, é “ A LAVA JATO foi longe demais.”

Pois bem, essas figuras espúrias dissociadas da realidade, cevadas no conforto das maracutaias de um governo de compadrio, desfilam airosas certas da proverbial impunidade nestas plagas.

Ledo engano. O povo está cansado de pagar o pato que não comeu.

“Quem pariu Mateus que o balance!”.

Roubalheira geral. Concentração criminosa de renda. Estado falido e inerte. E agora, todos são chamados para apertarem o cinto, postergarem sonhos, abreviarem suas vidas, em benefício de uma “elite” doentia, libertina e arrogante que se julga acima da Lei, e com direitos sonegados ao resto da população.

Neste momento da vida nacional, todos são chamados ao bom combate.

Nestes tempos bicudos, Caxias faz falta: “Sigam-me os que forem brasileiros!”.

Quero dar minha contribuição.

A LAVA JATO tem focado nas falcatruas da Petrobrás com empreiteiras. Por osmose, tem chegado a outras áreas.

Mas gostaria que o alvo das investigações fosse ampliado.

Que fossem mais fundo. Que se debruçassem sobre a manipulação do subsolo brasileiro.

Que a ANP – Agência Nacional do Petróleo, fosse investigada. Desde sua criação. Estou certo de que atos lesivos aos interesses pátrios foram e continuam sendo praticados. Que tem gente hipotecando nosso futuro sem nossa anuência.

Rodadas licitatórias, autorizações para importação de petróleo, solvente, ureia, fossem escaneadas.

Que contratos de suporte técnico fossem colocados sob uma lupa.

Que a carreira profissional de executivos da Agência fosse acompanhada após sua saída da mesma. Se a devida quarentena foi observada. Se protocolos de confidencialidade foram observados.

Enfim, se o patrimônio brasileiro foi assegurado. Se houve preocupação e compromisso com as futuras gerações.

 

 

JC Berka é Consultor em Segurança e autor do livro

EXECUTIVOS, POLÍTICOS & BANDIDOS.

 2017      LULA PRESO

                                                                                                JC Berka

 

 

Lula tem que ser preso.

Precisamos virar esta página negra de nossa história. Se almejamos viver num país respeitado pelo concerto das nações, devemos inaugurar um novo tempo. Terminar com o “jeitinho brasileiro”, com nossa pusilanimidade, nossa omissão e covardia. Não pode continuar tudo acabando em carnaval e samba. Precisamos recuperar a vergonha na cara.

O Movimento militar de 64 foi deflagrado com a justificativa de combater duas mazelas da época: a corrupção e a subversão.

Fracassou de maneira retumbante. Vivemos a era mais corrupta de nossa história e nossos valores pátrios são vilipendiados diuturnamente, num acinte à nossa Democracia e nossa Soberania. Instalou-se um regime de compadrio, onde a lei máxima é o “salve-se quem puder!”.

O desmonte e aparelhamento da máquina pública, a corrupção generalizada da classe política e devido acumpliciamento de uma classe empresarial bucaneira, a ideologização do ensino, a castração do segmento militar assombrado pelos fantasmas do passado e de ameaças da empulhação de “Comissões da Verdade”, a Segurança Pública falida e sem rumo, o avanço do crime organizado já entranhado nas franjas do poder, uma política econômica pendular e frouxa que somente faz crescer a Economia Bandida, a ação acintosa das ONGs internacionais a serviço do Ambientalismo e Globalismo, a atividade frenética de serviços de espionagem estrangeiros em solo pátrio, um Judiciário omisso e acumpliciado, um Legislativo covil de ladrões, e um Executivo comprometido com os que foram alijados do Poder pelo impeachment de Dilma, formam o mosaico satânico destas plagas brasileiras.

É o caos!

Lula tem que ser preso!

Os diversos indiciamentos e as montanhas de provas sobre seus desmandos ainda não foram suficientes para colocá-lo atrás das grades. Este pústula beneficia-se da proverbial impunidade, da falta de vontade política, das estratégias do encaminhamento para encarceramento condicionadas às leituras do humor popular, das pressões ocultas a favor e contra tanto externas quanto internas.

Acredito firmemente, na seriedade de intenções da LAVA JATO. Na competência de seus membros. Mas discordo do encaminhamento. Não penso como operador do Direito, como membro do Judiciário ou Ministério Público. Ou mesmo como autoridade policial. Penso como brasileiro, lúcido, cansado das artimanhas de uma lei procrastinadora, ardilosa em poupar ricos e poderosos. Dura com o cidadão comum.

Estamos todos brincando com a sorte. Estamos esperando o momento propício para desencadear a finalização do processo de higienização da sociedade brasileira. O tecido social, esgarçado, já apresenta os sintomas de gangrena. Passada a deadline, a medicação utilizada terá efeito de placebo.  Então, a inevitável sangria. O acerto de contas tantas vezes protelado. O arrumar do projeto de país, adequando ideologias e interesses econômicos. Não será um parto em dor. Não se gesta a Nacionalidade com sofismas e empulhações.

Quer queiramos ou não, teremos de, com ousadia e altivez, enfrentar os desafios desta hecatombe política, social e econômica. E prisões serão o mínimo que deve acontecer.

Esta raça de calhordas que se assenhoraram do Estado Brasileiro têm sorte de que não somos italianos ou romenos.

Remember:

 MUSSOLINI & CLARA PETACCI

CEAUSESCU & ELENA

Lula tem que ser preso. E Renan, e Eunício Oliveira, e Henrique Meirelles, e Padilha, e Geddel, e Jacques Wagner, e….

Precisamos de uma faxina geral e definitiva.

Senão, “Brava Gente brasileira,…”

É hora de enfrentar a esquerda em suas bases, sabendo que a principal delas é a escola

Caros amigos,

 

As escolas e universidades públicas são estabelecimentos com destinação específica que pertencem à coletividade. Isto é, algo construído e mantidos com recursos provenientes dos impostos que todos pagam e que se destinam, especificamente, a educar, transmitir cultura e especialização profissional, de acordo com programas de ensino que visam a oferecer aos estudantes o conhecimento necessário e suficiente para que evoluam como cidadãos, de acordo com as suas vontades e potencialidades.

Os professores, contratados com o dinheiro público, têm a função de transmitir aos estudantes o conhecimento específico que, supostamente, possuem.

Os estudantes, por sua vez, beneficiários finais de toda a estrutura do ensino público, têm a obrigação e o direito de comparecer às escolas e às universidades para assistir às aulas e assimilar o conhecimento necessário à sua evolução pessoal, de forma a tornarem-se cidadãos capazes de produzir e de contribuir para a manutenção do sistema de ensino.

Portanto, é crime usar as escolas e as universidades públicas ou estudantes e professores para outras atividades que não as suas próprias, porque caracteriza desvio de função e malversação de dinheiro público. É crime também, por qualquer meio ou razão, impedir que algum ou alguns desses personagens cumpram as suas obrigações ou exerçam seus direitos.

As recentes e bem sucedidas ocupações de estabelecimentos de ensino por pequena e manipulada parte dos estudantes, em sua maioria menores de idade, sob estímulo, orientação e coordenação de professores e de dirigentes sindicais, visando a objetivos políticos, classistas e ideológicos, são crimes que já tiveram consequências, aí incluída, a morte de um menor, assassinado por outro, ambos, supostamente, envolvidos com o consumo de drogas no interior das escolas ocupadas. Além disso, já causaram prejuízo ao erário e ao direito de outros estudantes pela interrupção das aulas e pelo adiamento de provas do ENEM. Tudo sob o aplauso de criminosos interessados na balbúrdia e na desordem.

O viés socialista que levou o Brasil, mais uma vez, ao caos político, econômico, social e moral, desde sempre, e em especial após a adoção da estratégia dos “cadernos do cárcere” de Antônio Gramsci, deu prioridade à corrupção das mentes na área estudantil.

O uso de adolescentes indisciplinados, e claramente alienados da realidade e da finalidade do que estão fazendo, expõe, além da canalhice dos professores, intelectuais orgânicos do ensino médio, a necessidade, cada vez mais urgente, de que sejam adotadas as regras da Escola Sem Partido e eliminadas as ideias da ideologia de gênero, antídotos para que o ensino não seja mais abrigo para a corrupção do pensamento na origem da formação pessoal e cultural dos brasileiros.

Revela também a alienação, a omissão, a falta de pulso e, principalmente, a irresponsabilidade de pais que negligenciam do Poder Familiar e permitem, não apenas o uso de seus filhos como massa de manobra política e ideológica por fanáticos da utopia comunista, mas o risco à sua integridade física e moral, quando trancafiados em auditórios e salas de aula, longe de qualquer controle, a mercê dos próprios instintos e do oportunismo de viciados e traficantes.

Demonstra a leniência das autoridades responsáveis pelo cumprimento das leis, intimidadas pela ditadura “politicamente correta” que as faz preferir tergiversar do que prevenir ou evitar, negociar o inegociável e aceitar o inaceitável em detrimento da ordem, dos bons costumes e do futuro da Nação.

Alerta para evidência de que os estudantes permanecem como o alvo preferencial da esquerda destrutiva, que continua a aliciá-los mental e fisicamente e que precisa ser desalojada o quanto antes da sua condição de docência hegemônica, sob pena de continuarmos a permitir que as escolas e as universidades públicas continuem a ser a fonte da perpetuação dessa ameaça macabra.

Adverte pais e responsáveis minimamente instruídos, entre outras coisas, para o fato de que seus filhos não podem ser deixados à disposição da manipulação de professores inescrupulosos, que devem e merecem ser acompanhados em suas atividades escolares, que a escola é e tem que ser local para aquisição de cultura e não de doutrinação ideológica – política ou de gênero – , que o exercício do Poder Familiar tem que se impor à ingerência da escola na educação dos filhos.

A esquerda está perturbada e busca reorganizar-se, não é hora, portanto, de titubear ou de contornar obstáculos. É hora de enfrenta-la em suas bases, sabendo que a principal delas é a escola, porque é através dela que o mal adentra nossas casas e nossas famílias.

Gen Bda Paulo Chagas

O grande e incompleto favor do PT para o Brasil

 

Caros amigos

 

O despreparo moral e intelectual de Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores e a sede sem limites com que se lançaram a fazer tudo o que aparentemente condenavam potencializaram o mal da corrupção ao nível do paroxismo e o expuseram ao mundo em sua plenitude e para além dos limites da robusta tolerância nacional.

O crime já era do conhecimento da sociedade que, até então, “tão distraída”, não se apercebia de que era “subtraída em tenebrosas transações”, como, há algum tempo, alertou Chico Buarque antes de tornar-se conivente com elas.

O mal, encontrando ambiente propício no gigantismo do organismo estatal, já era hospedeiro de quase todos os seus sistemas e, mesmo apercebido pelo povo, convivia com ele beneficiado por sua apatia e resignação e, até mesmo, pela conivência de alguns oportunistas.

O escárnio e o desrespeito do PT trataram de escrever, como profetizou Chico na mesma canção, a “página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória das nossas novas gerações” que, cansadas de “errar cegas pelo continente, levando pedras feito penitentes, erguendo estranhas catedrais, um dia, afinal”, disseram um “basta” a tudo isso.

O povo saiu às ruas indignado e o lado justo e honesto da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça, agastado pela arrogância e pela soberba da quadrilha, foi atrás e encontrou o fio da meada.

Todos, novos e velhos criminosos, julgavam-se acima e fora do alcance da lei!

Sérgio Moro e sua equipe, obstinados representantes da vontade nacional, estão a puxar este fio e a trazer com ele tudo e todos que a ele estavam agarrados, amarrados, enrolados ou aderidos e que, após o primeiro tranco, passaram à condição de fisgados e, por mais que se debatam, serão tirados para fora da água suja em que nadavam de braçadas.

A recente prisão de Eduardo Cunha, após cumprir o seu papel de “nosso bandido preferido” e assim que perdeu a imunidade parlamentar, é o melhor indício de que, por mais longa que seja, a linha é forte o suficiente para trazer todos os fisgados para dentro do puçá, sejam eles quem forem, ocupem os cargos que ocuparem, custe o que custar, tome o tempo que tomar.

Não há nada que justifique a leniência com o mal, porque ninguém é insubstituível e não há problema que não tenha uma solução legal ou constitucional!

Não há excesso de prisões, como quer que pensemos o comprometido Sr Rui Falcão, presidente do PT, mas excesso de bandidos cuja presunção de culpa é evidente e será provada ao longo dos processos, das suas confissões premiadas e das delações de seus comparsas. Ao contrário do que ele pensa, o povo brasileiro, honesto em sua maioria, só está preocupado com o fim da impunidade e quer todos os bandidos na cadeia, em especial, os corruPTos!

Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores, em meio a tantos desserviços, inadvertidamente, fizeram um grande favor ao Brasil, que só seria completo se tivessem construído bons e seguros presídios para todos.

Gen Bda Paulo Chagas.

Muito mais que pedaladas ..Muito além da Economia!

JC Berka

“O essencial é invisível aos olhos!”
Saint-Exupéry, em O Pequeno Príncipe

Com milhões de brasileiros desempregados, milhares de empresas falidas, inflação galopante, estagnação da Economia, o mote das lides políticas tem sido o binômio Corrupção & Crise Econômica.
Assim vivenciamos um quadro prenhe de surrealismo: discute-se no Congresso e nas ruas se a Presidenta pedalou ou não. Não nas cercanias do Palácio da Alvorada, praticando exercícios aeróbicos, mas na gestão orçamentária e financeira. Quando muito, ensaia-se discutir sua responsabilidade pelo “conjunto da obra”!
Estamos todos de acordo, menos o PT e genéricos, que as ditas pedaladas são umas das várias causas do descalabro econômico, dentre outras nuances do problema brasileiro.
Não obstante, iluminados de todos os naipes, pontificam que acertados os rumos da Economia, a coisa anda.
Assim, buscam trazer à baila, para a solução de nossos problemas, nomes de figuras que, de uma maneira ou de outra, participando do governo moribundo, atuaram, ativamente, como mercenários que são, colocando-se a soldo do governo petista.
Essas figuras tenebrosas, para quem Economia é um exercício sofista, distante do cotidiano de quem tem que matar um leão por dia para sustentar sua família, de quem perambula em busca da casa própria, arrasta-se no SUS, buscando saúde, esconde-se em casa, desprotegida de uma Segurança Pública inexistente, frequenta estabelecimentos de ensino que não ensinam, são na realidade os prepostos da Banca Internacional, mandaletes do Globalismo, títeres do Ambientalismo!
Seus verdadeiros patrões estão na City Londrina e em Wall Street. Nós somente pagamos a conta.
Por que, então, situação ou oposição, não enfatizam outras facetas no caos brasileiro. Por cumplicidade. Por medo. Porque a bandalheira foi socializada. Foi protagonizada por gente de todas as siglas políticas, por todos estamentos sociais, por todas as classes. A zorra foi e é, no dizer tão caro a eruditos, republicana!
Por isso : “É a Economia, estúpido!”
Muitos estudiosos elucubram causas do êxito do projeto do PT em sua gênese. Hoje, sem paixão ou comprometimento ideológico, podemos afirmar sem medo de errar, que Lula e seu séquito apostaram em duas condicionantes : na plebe ignara e no lado negro das pessoas.
Para os desfavorecidos intelectualmente, o discurso demagógico embalando ideologia bolorenta, para aqueles que desprovidos de caráter, ética e moral, a cenoura partilhada no botim do Estado.
Deu no que deu.
Mas o imponderável frequenta todos os ciclos históricos. Então, buscando doleiros e lavagem de dinheiro, Juiz, policiais federais e procuradores federais, de descoberta em descoberta, depararam-se com aquilo que gerou a LAVA JATO.
De uma hora para outra, o mundo político, empresarial e institucional ficou de ponta cabeça. Exercendo uma força centrífuga, a República do Paraná tornou-se o centro das atenções. Então, o povo nas ruas, os manifestos, a mídia ensandecida, o pedido de impeachment, enfim, o início do fim da era petista.
Porém, realmente, seria bom se tudo se resumisse no imbróglio político-econômico.
Mas não, existe o invisível, aquilo que poucos vêm. Que a grande maioria ignora e os comprometidos esforçam-se por ocultar: o processo de criminalização de imensos setores da sociedade brasileira, o êxito da Economia Bandida.
Enquanto olhos e ouvidos estão focados na LAVA JATO, no Impeachment, o crime organizado, autóctone ou internacional, está nadando de braçada.
A delinquência comum tem atingido níveis dantescos. O Brasil é zona de risco. Não somente o reconhecemos no nosso cotidiano, bem como várias agências internacionais de análise de risco, nos catalogam como zona cinzenta, como terreno pantanoso. Para empreender, visitar ou morar.
Somos hoje o segundo mercado consumidor de drogas do planeta. Nossos 60.000 mortos por homicídio por ano, rivalizam e, em muitos casos, ultrapassam países em guerra ou comoção intestina.
O número de desaparecidos ultrapassam a escandalosa cifra de 120.000 brasileiros por ano.
Nossa polícia é campeã no quesito letalidade.
Nosso sistema carcerário é o verdadeiro Inferno de Dante, não ressocializa e registra um percentual de 85% de reincidência .
Nosso modelo Judiciário está falido, muitas vezes constituindo-se um fazedor de injustiças.
O controle de nossas fronteiras, portos e aeroportos é uma quimera.
O desarmamento veio para desarmar o cidadão de bem, enquanto o tráfico de armas abarrota os arsenais na marginalidade.
Movimentos sociais, servem de disfarce para agrupamentos criminosos atentatórios à propriedade privada.
Instrumentalização político-partidária de entidades representativas de classes do funcionalismo público, privado e mesmo de categorias de Estado, mormente as de Segurança e Inteligência.
Atuação acintosa de serviços secretos estrangeiros, em solo brasileiro, sob égide e inspiração do Foro de São Paulo e da Unasul.
Criminalização das instâncias político-partidárias e da classe empresarial.
Incentivo e gerenciamento criminoso de redes sociais, maximizando os crimes cibernéticos.
Aviltamento de nossa Soberania, manipulando milhares de ONGs, muitas delas estrangeiras, na Amazônia. Comprometendo nossa Soberania com acordos e negócios nebulosos de nossa indústria de Defesa com países parceiros do governo petista.
Instrumentalização criminosa do BNDES, atuando em regime de compadrio com empresas nacionais e governos estrangeiros.
Enfim, estamos correndo céleres para constituirmo-nos uma amálgama do Paraguai com a Rússia. Copiando e otimizando o que estes dois países tem de pior, delinquência exponencial e máfias.
Ainda não está claro quem vai governar este país em breve. Não sabemos ainda o alcance imediato e a médio prazo da operação LAVA JATO, mas uma coisa é certa: o futuro governante e sua equipe deverão ir muito além da Economia em suas preocupações; deverão atentar para o reordenamento e reestruturação das áreas de Segurança e Inteligência.
Polícia Federal dividida em grupos, Abin desestruturada, GSI desmontado, é o rescaldo da administração petista e seus consorciados.
Precisamos ir além da LAVA JATO. Esta deve ir até suas últimas consequências. Mas precisamos muito mais. Precisamos nos tornar um país sério, ordeiro, justo. Um país de todos os brasileiros.
Um pais onde a Lei seja para todos.
Onde as prioridades não sejam construir estádios, liberar jogos de Azar, descriminalizar as drogas.
Se quem substituir a calamitosa administração petista não atentar para o quesito Segurança, certamente fracassará em seus intentos e postergará o encontro da Nação Brasileira com seu Destino.
Nosso pendão auriverde apregoa: inexiste Progresso sem Ordem.

Brasil: Mostra tua cara!

JC Berka

 

“ Brasil !

  Mostra tua cara

  Quero ver quem paga

  Pra gente ficar assim

  Brasil!

  Qual é o teu negócio?

  O nome do teu sócio?

  Confia em mim ”

                          Cazuza

 

 

Em pleno processo de impeachment, com o país em transe, abundam analistas políticos, consultores econômicos, jornalistas com fontes privilegiadas e experts em prognósticos. Como em épocas de Copa do Mundo, cada brasileiro, um técnico.

Em meio à essa zorra total, a contrainformação, o boato, o desinformar com propósito prévio. Um vale-tudo na mídia e ao pé do ouvido.

Também tem gente calada. Gente que não sabe o que dizer, gente que espera a direção do soprar do vento, gente que se esconde para não ser lembrada e colocada sob o foco da LAVA JATO. Os oportunistas de sempre.

As vezes seu silêncio, solo ou em grupo é mascarado por posicionamento ambíguos, tipo o da CNBB, que sempre se divide, não por pluralismo democrático, mas por procurar estar sempre por cima da carne seca!

A Igreja, e não somente a Católica, mas também o povo evangélico, deveriam fazer uma mea-culpa, e assumirem que parte do descalabro econômico, social e político pelo qual passamos, teve em sua gênese, o seu acumpliciamento. O PT, com seu ideário, marxista-leninista, agora gramsciniano, não prosperaria sem as comunidades de base, sem os expoentes da Teologia da Libertação.

Durante os governos petistas, as denominações evangélicas prosperaram e constituíram uma bancada, sempre dócil aos ditames do Palácio do Planalto, usufrutuárias das benesses do Poder, assumindo comportamentos que envergonham o verdadeiro cristão.

Kit Gay, cartilhas sobre sexo na escolas, cartilhas incentivando o uso de drogas, corrupção desenfreada, acumpliciamento com países comunistas ditatoriais, crimes contra nossa Soberania, tipificados no Foro de São Paulo e na UNASUL, aparelhamento partidário da máquina estatal, formatação das PPPs do Mal,(as empresas cevadas com dinheiro público  da PETROBRÁS e BNDES), opção preferencial pelos RICOS, dissimulada por políticas sociais demagógicas e enganadoras das massas humildes. Enquanto o bolsa família dá uma esmola mensal, garantindo um eleitorado de cabresto, os bancos lucraram e lucram como nunca e em nenhum lugar do mundo! Tudo isso para garantir o curral eleitoral.

Com o silencio e conivência da cúpula da Igreja, seja Católica, seja Evangélica.

Raros de seus líderes, denunciaram estes crimes lesa pátria, estes pecados sociais .

Como cristão, fico triste em apontar estes fatos, mas, a Verdade, deve ser um dos axiomas daqueles que pregam e se propõem a viver o Evangelho.

Recentemente, em meados de 2014, um sacerdote, Padre Luigi Ciotti, dirigente da LIBERA, uma associação civil que combate o crime e promove a legalidade, na Itália, conseguiu, pela primeira vez o apoio do Vaticano. O Papa Francisco, admitiu: “ A Igreja fez vista grossa para a Máfia” !

Poucas semanas depois, anunciou na Calábria a histórica excomunhão da ‘Ndrangheta.

O escândalo do Banco do Vaticano com o Banco Ambrosiano, envolvendo, a Loja maçônica P2, a Cosa Nostra e a Cúria Romana, sob a batuta do Monsenhor Paul Marcinkus e Roberto Calvi, é um bom exemplo do que era o acumpliciamento da Igreja com a Máfia.

E aqui, em Terra de Santa Cruz?

Só para ficar nos casos mais recentes, e mostrar que estas mazelas são ecumênicas, alguns exemplos onde a componente humana emporcalhou a religião. Maus exemplos que atentam contra a Fé dos que buscam, além da relação com seu Deus, lenitivo para suas mazelas diárias.

Vejamos:

O pastor Vilarindo, um dos fundadores da Igreja Batista Central, em Brasília, tido como um Homem de Deus,( e até que que provem o contrário, também o considero), certo dia, num culto das quartas feiras, pede aos fiéis presentes, que acolham o senador Luiz Estevão que conduziria a oração inicial do culto. Em seguida o sacripanta, liderou um Pai Nosso, em agradecimento à libertação de sua filha, sequestrada, num episódio, muito mal esclarecido.

Luiz Estevão, à época já não era boa bisca, e ninguém, minimamente informado, ignorava suas trampolinagens. Hoje, Luiz Estevão está preso.

Durante o Governo da evangélica Benedita da Silva, a governadora do Rio de Janeiro, nomeou para a Loterj, entidade reguladora e gestora da loteria do estado, Waldomiro Dinis, ex-assessor de José Dirceu. Na época estourou o escândalo das gravações feitas pelo bicheiro Carlos Cachoeira com Waldomiro Diniz, revelando a participação do Bispo Rodrigues, da Igreja Universal. O Bispo Rodrigues foi preso. Qual foi o posicionamento da Igreja diante do amancebamento de seus líderes com o crime organizado?

Agora, na última operação da LAVA JATO, cognominada VITÓRIA DE PIRRO, foi preso o ex-senador Gim Argello. Está sendo investigada a lavagem de dinheiro do referido político, através da Paróquia de São Pedro, em Taguatinga, Brasília. O pároco, faz um trabalho excepcional, possui uma liderança expressiva na região, e além de realizar um dos eventos de maior expressão religiosa  no país, a festa de Pentecostes, está construindo um dos maiores templos católicos com toda uma estrutura para grandes eventos.

De acordo com depoimentos, inclusive de lideranças da Igreja, Gim Argello, frequentava a igreja há mais de dez anos, e é considerado amigo pelo pároco, Padre Moacir Anastácio. Gim apresentou Dilma para o padre.

Dez anos, e o padre e seus assessores não sabiam quem é Gim Argello? Um dos maiores picaretas do cenário político brasiliense, trampolineiro com notória gula, indivíduo sem caráter, que em rodinhas privadas insinuava ter relações íntimas com a Presidenta? Testa de ferro de empresários candangos cujo patrimônio foi cevado nas tetas públicas, muitas vezes envolvidos com grilagem de terras do DF, ou manipulando a Terracap ?

Por essas e outras que os desafetos dos cristãos, deitam e rolam, num trabalho diuturno no sentido de desmoralizar estas instituições e seus líderes.  Nossos inimigos não são somente ateus e seguidores de ideologias que consideram “religião o ópio do povo”, mas, principalmente, os falsos profetas. Gente que mercadeja com a Fé, gente que usa Seu Santo Nome em vão. Gente que tem atração doentia por riqueza e poder. Gente que não acredita no que prega. Se acreditasse, agiria de outro modo!

É chegado o momento da verdade em nosso país. Chegou a hora do Brasil mostrar sua cara. De todos assumirem suas crenças, seus posicionamentos.

No momento em que toda atenção nacional está voltada para o processo político do impeachment,  e no mesmo momento em que sub-repticiamente,  está ocorrendo o processo de legalização dos Jogos de Azar no país, que se está discutindo a liberação das drogas, as Igrejas e suas lideranças tem que mostrar sua cara, dizer o que pensam e mostrar, na prática, sua pregação!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Democracia envergonhada?

Natal, RN, 31 de março de 2016.
General Eliéser Girão Monteiro Filho

Há exatos 52 anos o Brasil precisou do emprego de tropas armadas para impedir que um governo com viés comunista fosse implantado.

A maneira como isto foi tentado, por meio de uma ação comandada pelo próprio Presidente da República, João Goulart, surpreendeu a população, que acorreu às ruas nas grandes cidades para impedir que tal intento viesse a ser alcançado.

A ação das forças militares, compostas pelas Forças Armadas e Forças Singulares, foi definitiva para que o país superasse aquela ameaça.

O escritor Elio Gaspari, italiano, deixou um legado da história do Brasil entre 1964 e 1985, compilado numa coleção de quatro livros com os títulos: Ditadura Envergonhada, Ditadura Escancarada, Ditadura Derrotada e Ditadura Encurralada. Por considerar que há semelhanças nos fatos antecedentes, uso desses adjetivos para buscar uma comparação com os dias atuais.

Os filósofos dizem que “nós aprendemos com os erros”. Na verdade, nós deveremos aprender com as correções que fazemos dos erros que cometemos. No momento atual, parece que a história do Brasil está a repetir muitos dos erros que antecederam 1964.

Apenas a ausência do componente ideológico do comunismo e de uma guerra entre as grandes potências não existe nos dias de hoje. Entretanto, as crises política, econômica, social e principalmente de falta de ética estão se fazendo presentes mais uma vez, só que de forma mais intensa e desmoralizante.

Nos idos da década de 50 do século passado, o General Eurico Gaspar Dutra, em exercício da Presidência da República, dizia que ” a democracia era uma plantinha frágil que precisava ser regada diariamente”. Do mesmo modo, estamos num momento nacional que nos obriga a admitir essa assertiva e complementar que a ética também o é.

Alguns cidadãos, cegos por ideologia partidária ou por um projeto falido de poder, tentam justificar para uma parcela da população que os desvios e os roubos ocorreram, mas o foram por uma causa justa e em defesa da democracia.

Ora, parafraseando um poeta, podemos perguntar: “ que país é este? ” Estamos admitindo que roubar é legal? É democrático? Essa pletora de roubos, que parece não ter fim, desnudada a cada capítulo de investigações em curso pela Justiça e Ministério Público Federal, tem deixado os brasileiros envergonhados pela passividade em relação às punições demoradas ou pelas manobras evasivas que tem sido perpretadas.

O uso da palavra democracia tem sido propalado “da boca para fora” e estimulado que cidadãos acreditem que podem justificar a manutenção de mandatos somente porque foram eleitos. Ora, admitir o crime e pactuar com ele também é crime? Um mandato transforma um cidadão em isento da obediência às Leis? E o dito “foro privilegiado”, pode isentar um cidadão de ser penalizado por crimes cometidos?

Nem toda vitória é honrosa e nem todo sucesso é justo. Existem pessoas que para alcançarem o sucesso fazem qualquer coisa. Será justo admitirem perder a alma para ganhar o mundo? Onde ficam sua honradez, sua decência e sua identidade? E o interesse maior do País?

Thomas Paine, um dos ideólogos da Independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa, afirmou que “ o governo mesmo em seu melhor estado é um mal necessário, mas, em seu pior estado é um mal intolerável. ” Não estaríamos vivenciando algo assim no Brasil de hoje?

Depois da divulgação e aceitação de processos de corrupção, desvio de recursos públicos, obstrução da justiça e outros crimes, contra alguns dos mais influentes líderes políticos do país, já não temos mais como fechar os olhos a essa realidade.

“Entre os que destroem a Lei e os que a observam, não há neutralidade possível”, afirmava Rui Barbosa. Temos observado alguns segmentos classistas e Movimentos Sociais, embevecidos pela sanha sindicalista e populista em defesa de autoridades indiciadas em crimes, queimarem a Bandeira do Brasil. Também temos presenciado na mídia, quase que diariamente, a pregação pública da incitação à violência, até mesmo em eventos governamentais, e as autoridades constituídas presentes a esses eventos ficam em silêncio, como que compactuando com o que foi dito.

Na Bíblia, em Provérbios 29, versículo II, está escrito: “Quando os honestos governam, o povo se alegra. Mas, quando os maus dominam, o povo geme”.

Precisamos sim olhar e estudar a história com o objetivo de aprendermos e evitarmos a repetição de erros. O momento sensível exige nossa participação, nas casas, nas ruas, nas escolas, na mídia, nas comunidades, nas igrejas, enfim em todos os lugares possíveis, mostrando às autoridades que acreditamos que irão cumprir os seus papéis.

Esperamos que a Justiça possa fazer cumprir as Leis.
Tomar partido das cores da Bandeira do Brasil é um dever de cidadania. Vamos à luta por ela, com todas as nossas forças.

Nossa democracia pode estar envergonhada, escancarada, encurralada, mas nunca mais derrotada.
Brasil, acima de tudo!